Petróleo sobe mais de 2% e volta a ser negociado perto de US$ 115 com tensão no Oriente Médio
Com o bloqueio do Estreito de Ormuz no radar, Brent caminha para fechar março com alta de 59%, enquanto WTI opera acima de US$ 101; governo brasileiro discute medidas para reduzir riscos de desabastecimento e pressão nos preços
30/03/2026 às 09:32por Redação Plox
30/03/2026 às 09:32
— por Redação Plox
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Os preços do petróleo subiam mais de 2% nesta segunda-feira (30) e voltavam a ser negociados perto de US$ 115 por barril, em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e ao temor de impactos sobre a oferta global de energia. O movimento ocorre após o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota considerada estratégica para o comércio internacional.
O petróleo abriu a semana em alta e manteve ganhos ao longo da manhã de 30/03/2026. O Brent, referência global, era negociado próximo de US$ 115 por barril, enquanto o WTI, referência nos Estados Unidos, operava acima de US$ 101.
Petróleo dispara e pressiona combustíveis: o que está por trás da alta no Brasil
Foto: Diulgação.
Brent perto de US$ 115 e mês caminha para alta de 59%
Segundo a Reuters, em texto reproduzido pelo Investing.com, o Brent avançava cerca de 2% e caminhava para encerrar março com valorização de 59%. A alta foi atribuída ao aumento da aversão ao risco diante do agravamento do conflito envolvendo o Irã e às preocupações com possíveis efeitos sobre o fornecimento global.
Estreito de Ormuz concentra atenção após bloqueio
O foco do mercado segue no Estreito de Ormuz, apontado como uma rota estratégica para o transporte internacional de energia. Em 16 de março, a Agência Brasil informou que o estreito foi bloqueado por militares iranianos em resposta à ofensiva lançada por Washington e Israel em 28 de fevereiro, o que elevou a preocupação com o tráfego marítimo e com o abastecimento.
Governo brasileiro discute reserva estratégica de combustíveis
No Brasil, o tema entrou no radar do governo. Em 20 de março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a criação de uma reserva estratégica de combustíveis e citou a importância do Estreito de Ormuz para o fluxo global de petróleo, ao comentar os riscos de uma escalada no Oriente Médio para preços e abastecimento.
Energia mais cara pressiona custos e mantém inflação no horizonte
A alta do petróleo tende a manter a inflação global sob pressão, já que energia mais cara costuma elevar custos de transporte e produção, com reflexos em cadeias industriais e no preço final de bens e serviços.