TJSP solta major da PM preso por suspeita de agredir e tentar estrangular a esposa
Ricardo Azevedo da Silva, o major Ricardo Silva, deixou a prisão após audiência de custódia com medidas cautelares e protetivas, incluindo afastamento do lar e proibição de contato com a vítima.
30/03/2026 às 11:43por Redação Plox
30/03/2026 às 11:43
— por Redação Plox
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O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) decidiu soltar o major aposentado da Polícia Militar Ricardo Azevedo da Silva, preso sob suspeita de agredir a esposa com mordidas e tentar estrangulá-la, em Santo André, na região metropolitana de São Paulo.
Justiça de São Paulo (TJSP) decidiu soltar major aposentado, Ricardo Azevedo da Silva, mediante medidas cautelares.
Foto: Reprodução / Redes sociais.
Conhecido como major Ricardo Silva, ele foi detido no sábado (28/3) e é acusado de violência doméstica, lesão corporal, injúria, ameaça e desacato.
Liberdade concedida em audiência de custódia
A decisão que colocou o major em liberdade foi tomada durante audiência de custódia no domingo (29/3), com a imposição de medidas cautelares e protetivas.
Segundo o TJSP, ele deverá comparecer mensalmente em juízo e cumprir exigências determinadas pelo juiz, como restrições de deslocamento e de contato com a vítima e familiares, além de afastamento do lar.
Proibição de ausentar-se da comarca por período superior a 8 dias sem antes informar o Juízo, devendo, ainda, informar o novo endereço da residência, diante da determinação de afastamento do lar; proibição de se aproximar e de manter contato com a vítima e de seus familiares, permanecendo à distância mínima de 100 metros em relação a ela; proibição de frequentar lugares comuns, a fim de preservar a integridade física e psicológica da ofendida; afastamento do lar comum TJSP
Relato da esposa menciona agressões e tentativa de estrangulamento
Conforme informou o Metrópoles, a esposa do major relatou detalhes das agressões que diz ter sofrido e descreveu momentos de desespero enquanto tentava se esconder no banheiro da casa onde moravam.
Em mensagens enviadas a uma página de notícias do ABC, ela afirmou que o policial militar tentou estrangulá-la e mordeu seu rosto. Segundo o relato, o episódio ocorreu na frente da filha de 13 anos, que teria ajudado a interromper as agressões.
A mulher disse que só não aconteceu algo pior porque a filha interveio e afirmou ter temido pela própria vida.
Em uma das mensagens, ela destacou que o major é conhecido em Santo André e pediu rapidez na atuação das autoridades para evitar novos episódios envolvendo ela e a filha.