Prefeitura de Timóteo esclarece que inseticida contra dengue só é aplicado com casos notificados
Segundo a Vigilância em Zoonoses, borrifação e fumacê seguem protocolos do Ministério da Saúde e são usados para bloqueio de transmissão ou em situação de surto, não por solicitação individual de moradores.
30/03/2026 às 10:46por Redação Plox
30/03/2026 às 10:46
— por Redação Plox
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A Prefeitura de Timóteo, por meio da Unidade de Vigilância em Zoonoses (UVZ), da Secretaria Municipal de Saúde e Qualidade de Vida, veio a público detalhar os critérios para a aplicação de inseticidas no município. Segundo a administração, o aumento de solicitações de moradores para borrifação em áreas residenciais, motivadas pela presença de pernilongos, não altera as regras: o serviço segue protocolos do Ministério da Saúde e não pode ser realizado de forma indiscriminada.
Foto: Divulgação
Borrifação não é serviço de conveniência
A prefeitura reforça que a borrifação com bomba costal não é uma medida voltada ao controle rotineiro de pragas urbanas. Trata-se de uma ferramenta de saúde pública destinada exclusivamente ao bloqueio de transmissão em quarteirões com casos confirmados de dengue, Zika ou Chikungunya, desde que devidamente notificados no sistema SINAN, do SUS.
Toda saída de inseticida faz parte de um processo rígido. A retirada do produto só é possível quando há um número de notificação oficial
Bruno Souza, supervisor geral da UVZ
Mesmo quando não há notificação de arboviroses, a UVZ informa que as reclamações são registradas. Ao receber queixas de infestação, o município encaminha um agente de endemias para uma inspeção completa no local, com o objetivo de identificar criadouros e orientar o morador.
A administração destaca que o inseticida elimina apenas mosquitos alados (adultos). Por isso, se focos de larvas em pratinhos de plantas, calhas ou reservatórios de geladeira não forem eliminados, a infestação pode voltar em poucos dias.
Fumacê é medida emergencial
A aplicação de Ultra Baixo Volume (UBV), conhecida como fumacê, é descrita como uma ação emergencial para situações de surtos ou epidemias. De acordo com o município, o produto utilizado é aprovado pela ANVISA e pela OMS, com segurança humana e ambiental condicionada ao uso racional.
Ação: o inseticida atinge o sistema nervoso do mosquito em voo, causando morte imediata.
Persistência: o produto permanece no ambiente por cerca de 3 horas.
Recomendação: quando o veículo do fumacê passar, a orientação é abrir portas e janelas para que a névoa alcance mosquitos que se refugiam dentro dos imóveis.
Prevenção deve ser prioridade
A gerente de Vigilância em Saúde, Rosana Lana, aponta que a necessidade de inseticida indica falha na prevenção e defende que a estratégia deve começar na eliminação de criadouros e no uso de larvicidas.
Para infestações de pernilongos comuns — diferentes do Aedes aegypt — sem registro de doenças, a orientação do município é que o cidadão busque serviços particulares de dedetização, já que a administração pública deve priorizar o controle epidemiológico.