Taxa de desemprego sobe a 6,1% no 1º trimestre de 2026, diz IBGE

Apesar da alta frente ao fim de 2025, índice é o menor para o período de janeiro a março desde o início da Pnad Contínua, em 2012

30/04/2026 às 10:59 por Redação Plox

A taxa de desemprego no Brasil subiu para 6,1% no primeiro trimestre de 2026, após ter registrado 5,1% nos três últimos meses de 2025. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30/4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Mesmo com a alta, o patamar de 6,1% é o menor já registrado para o período de janeiro a março na série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012.

Historicamente, a taxa costuma aumentar no início do ano pelo retorno à busca por trabalho após o fim de vagas temporárias de datas como Natal e Réveillon.

Historicamente, a taxa costuma aumentar no início do ano pelo retorno à busca por trabalho após o fim de vagas temporárias de datas como Natal e Réveillon.

Foto: Reprodução / Agência Brasil.

Resultado fica em linha com projeções do mercado

O novo número veio em linha com a mediana das projeções do mercado financeiro, que também apontava 6,1%, segundo estimativas coletadas pela agência Bloomberg.


A pesquisa do IBGE investiga o mercado de trabalho formal e informal, incluindo trabalhadores com ou sem carteira assinada ou CNPJ. As estatísticas consideram a população de 14 anos ou mais.

Por que o desemprego costuma subir no início do ano

Historicamente, a taxa de desemprego tende a aumentar no começo do ano. Entre as explicações está o retorno à busca por trabalho após o fim de vagas temporárias geradas por datas como Natal e Réveillon.


Nas estatísticas oficiais, para uma pessoa sem emprego ser considerada desocupada, é necessário que esteja procurando oportunidades. Ou seja, não basta apenas não estar trabalhando.

Recuperação do emprego convive com cenário de juros altos

Emprego e renda vêm de uma trajetória de recuperação no país, mas encontram um cenário de juros altos, que afeta a atividade econômica e tende a desaquecer a abertura de vagas com o passar do tempo.


Analistas apontam que o desemprego ainda baixo reflete uma combinação de fatores, com destaque para o desempenho positivo da economia em meio a medidas de estímulo do governo federal nos últimos anos.

Demografia e tecnologia também influenciam o mercado de trabalho

Outro ponto citado é a mudança demográfica em curso no país. Com o envelhecimento da população, a tendência é que uma parcela dos brasileiros deixe o mercado e pare de procurar ocupação, reduzindo a pressão sobre a taxa de desemprego.


O mercado também é influenciado pela geração de vagas ligadas à tecnologia. Um estudo do FGV Ibre estimou no ano passado que o trabalho em aplicativos reduzia o desemprego em 1 ponto percentual.


A taxa de desocupação já havia marcado 5,8% no trimestre móvel encerrado em fevereiro, mas o IBGE evita a comparação direta entre trimestres com meses repetidos, como os intervalos até fevereiro e até março.

Tire dúvidas: o que é desemprego e como o IBGE mede

O que é o desemprego? Refere-se às pessoas de 14 anos ou mais que não estão trabalhando, mas estão disponíveis para atuar e tentam encontrar trabalho. Para ser considerado desempregado, não basta não possuir emprego: é preciso procurar oportunidades.


Como funciona a Pnad Contínua? É o principal instrumento para monitorar a força de trabalho do país. Segundo o IBGE, a amostra corresponde a 211 mil domicílios, em todos os estados e no DF, visitados a cada trimestre. Cerca de 2.000 entrevistadores atuam na coleta.


Como é medida a taxa de desemprego? É a porcentagem das pessoas na força de trabalho que estão desempregadas. A força de trabalho reúne desempregados e ocupados, e os ocupados são aqueles que trabalham de modo formal ou informal, com ou sem carteira assinada ou CNPJ.


O que explica o desemprego baixo? Principalmente um mercado de trabalho aquecido, como reflexo da atividade econômica nos últimos anos. Mudanças demográficas e tecnológicas também contribuem, segundo analistas.

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