Polícia Civil de SP investiga fraude em planos de saúde com atendimentos a crianças com TEA
Operação apura suspeita de simulação de atendimentos, laudos falsos e ações judiciais para obrigar operadoras a pagar por tratamentos inexistentes; prejuízo pode chegar a R$ 60 milhões
30/04/2026 às 09:22por Redação Plox
30/04/2026 às 09:22
— por Redação Plox
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A Polícia Civil de São Paulo realizou nesta quinta-feira (30) uma operação para investigar um esquema de fraude contra três operadoras de planos de saúde. Segundo as apurações, o prejuízo pode chegar a R$ 60 milhões.
Relógios apreendidos em operação que investiga fraude contra operadoras de plano de saúde
Foto: Divulgação
Suspeita envolve clínicas que atendem crianças com TEA
De acordo com a investigação, clínicas que atuam no atendimento terapêutico de crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) são suspeitas de simular atendimentos, emitir laudos médicos falsos e ingressar com ações judiciais para obrigar as operadoras a pagar por tratamentos inexistentes ou com valores elevados.
As apurações apontam que, em muitos casos, a cobrança chegava a R$ 50 mil por mês para um único atendimento.
Em outras situações, segundo a investigação, os criminosos exigiam oito horas diárias de tratamento para uma criança, com valores que passavam de R$ 200 mil.
Prejuízo pode alcançar R$ 60 milhões
Segundo a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), o prejuízo total pode chegar a R$ 60 milhões. Em apenas uma das clínicas, as fraudes teriam atingido R$ 17 milhões.
Operação “Descredenciamento” cumpre mandados
A operação, batizada de “Descredenciamento”, foi realizada por policiais civis da 2ª Delegacia de Investigações sobre Crimes de Estelionato e Crimes contra a Fé Pública/DEIC.
A Justiça Paulista autorizou o cumprimento de 12 mandados de busca na capital paulista e em municípios da Região Metropolitana de São Paulo.