Hospital Márcio Cunha completa 61 anos e reforça compromisso com tecnologia e atendimento humanizado
Unidade inaugurada em 1965 acompanhou o crescimento do Vale do Aço, ampliou leitos e especialidades e se consolidou como referência para dezenas de municípios do leste mineiro
30/04/2026 às 15:20por Redação Plox
30/04/2026 às 15:20
— por Redação Plox
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No dia 1º de maio, o Hospital Márcio Cunha (HMC) completa 61 anos de história. Mais do que números e estruturas físicas, a trajetória da instituição é marcada por pessoas, vidas transformadas e um compromisso permanente com a qualidade da assistência. Ao longo de mais de seis décadas, o hospital acompanhou o crescimento do Vale do Aço e se consolidou como referência em atendimento, tecnologia e humanização.
Foto: Divulgação
Da origem ligada ao desenvolvimento regional à consolidação do serviço
Inaugurado em 1965, o Hospital Márcio Cunha surgiu em um momento decisivo para o desenvolvimento regional. A implantação da siderúrgica da Usiminas atraía trabalhadores de várias partes do país e exigia uma estrutura capaz de garantir assistência médica à população que começava a se formar na região.
A inauguração contou com a presença do então presidente da República, Humberto de Alencar Castelo Branco, em um gesto que simbolizou a relevância do projeto. Na época, o hospital oferecia serviços de média complexidade, com clínicas básicas como clínica médica, cirúrgica, pediatria, obstetrícia e ortopedia.
Foto: Divulgação
Expansão, tecnologia e qualificação: a virada na assistência
Uma das pessoas que acompanhou de perto grande parte dessa transformação foi o médico Dr. José Carlos de Carvalho Gallinari, que chegou à instituição em 1977 e também atuou como diretor do Hospital Márcio Cunha.
Quando iniciei minha trajetória no Hospital, muitos casos precisavam ser transferidos para a capital mineira, pois a Instituição ainda não possuía estrutura para determinados procedimentos de alta complexidade. Com o passar dos anos, no entanto, o Hospital ampliou sua estrutura física, incorporou novas especialidades e passou a investir fortemente em qualificação profissional e tecnologia
Dr. José Carlos de Carvalho Gallinari
Segundo ele, a expansão da estrutura representou um divisor de águas na capacidade de atendimento, com ampliação de leitos, criação de novos serviços e chegada de equipamentos modernos. Para o médico, o crescimento não ficou restrito à infraestrutura: o diferencial sempre esteve na qualidade das equipes e no compromisso com o paciente, mantendo o foco no cuidado humanizado.
Décadas depois, o cenário mudou. O Hospital Márcio Cunha se consolidou como um dos principais complexos hospitalares de Minas Gerais, com atendimento de alta complexidade e uma rede de serviços que impacta milhares de pessoas todos os anos.
Desafio do futuro: ampliar o acesso sem perder a humanização
Para o diretor-presidente da FSFX, Flaviano Ventorim, o HMC se tornou um símbolo de cuidado para a região, com impacto que ultrapassa o Vale do Aço e alcança dezenas de municípios do leste mineiro. Ele destaca o desafio de seguir ampliando o acesso à medicina de alta qualidade, investir em inovação e preservar o compromisso com a humanização.
Na avaliação do diretor técnico do HMC, Dr. Alexandre Silva Pinto, a história do hospital é marcada por evolução constante, com ampliação de serviços, incorporação de novas tecnologias e fortalecimento de equipes multiprofissionais altamente qualificadas. Para ele, a instituição passou de um atendimento focado em especialidades básicas para uma estrutura com recursos avançados, sem perder de vista a dimensão humana da assistência, com tecnologia e humanização caminhando juntas para garantir um atendimento seguro e acolhedor.
Já o diretor de negócios do Hospital Márcio Cunha, Eduardo Blanski, aponta marcos decisivos nesse processo, como a expansão da estrutura, a criação de novos serviços especializados e a busca contínua por qualidade e inovação. Segundo ele, as decisões têm um propósito claro: garantir que a população tenha acesso a tratamentos cada vez mais avançados sem precisar sair da região, e que o legado do hospital se expressa nas histórias que se cruzam diariamente dentro da instituição.
O olhar de quem viveu a transformação no dia a dia
Essa trajetória também é contada por quem acompanhou a evolução ao longo de décadas de trabalho. A técnica de enfermagem Aderli Alves Nepomuceno atua há 29 anos na instituição e testemunhou mudanças importantes na assistência. Ela relembra que, antes, pacientes precisavam ser transferidos para Belo Horizonte para realizar exames como o cateterismo, enquanto hoje o hospital dispõe de recursos tecnológicos avançados e realiza procedimentos complexos, como cirurgias cardíacas de grande porte.
Aderli afirma que o avanço tecnológico veio acompanhado de uma mudança relevante na cultura de segurança e qualidade, com programas de educação continuada, treinamentos frequentes e maior integração entre profissionais de diferentes áreas. Para ela, cada investimento feito no hospital retorna diretamente para quem mais precisa: o paciente.
Quando o hospital vira sinônimo de esperança
Se para muitos profissionais o hospital representa trabalho e missão, para parte dos pacientes ele se tornou sinônimo de esperança. É o caso de Elaine Cleia Veiga da Costa, moradora de Ipatinga, de 58 anos, que utiliza os serviços do hospital há mais de três décadas.
Elaine atravessou um dos momentos mais delicados da vida ao passar por um procedimento de dissecção da aorta. Desde então, vivenciou diferentes experiências na instituição, incluindo pronto-socorro, internação, UTI, ambulatórios e exames diagnósticos. Ela costuma dizer: “Eu sou um milagre de Deus”.
Ela conta que o cuidado recebido e a dedicação dos profissionais fizeram diferença no processo. Segundo Elaine, a experiência também foi marcada pela forma como se sentiu acolhida, sem ser tratada como apenas mais uma paciente. Ela recorda, com emoção, de uma situação na UTI em que uma profissional a reconheceu anos depois da primeira internação — um gesto que, para ela, reforça a percepção de que cada paciente é visto de verdade.
A experiência da família também reforçou essa impressão. Elaine lembra quando o pai precisou ser internado com um quadro grave de leptospirose e, mesmo sem plano de saúde, foi acolhido pelo hospital por meio do atendimento do SUS.
61 anos de crescimento com o mesmo princípio
Histórias como a de Elaine ajudam a explicar por que o Hospital Márcio Cunha se tornou um patrimônio afetivo na região. Ao longo de 61 anos, além de acompanhar a evolução da medicina, o HMC também contribuiu para transformar a forma como a assistência em saúde é oferecida no interior do país. Hoje, procedimentos complexos, tratamentos especializados e tecnologias avançadas fazem parte da rotina da instituição.
Seis décadas após a inauguração, o hospital segue crescendo, incorporando novas tecnologias e ampliando a capacidade de atendimento, mantendo-se fiel ao princípio que marcou sua origem: cuidar de cada vida com respeito, dignidade e humanização.