Jararaca é encontrada em piscina de bolinhas de restaurante em Suzano
Serpente peçonhenta foi resgatada por equipe especializada após vídeo do veterinário Celso Gatti repercutir nas redes; ninguém ficou ferido
30/04/2026 às 08:33por Redação Plox
30/04/2026 às 08:33
— por Redação Plox
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Uma cobra jararaca foi encontrada dentro da piscina de bolinhas de um restaurante em Suzano, na Grande São Paulo, no domingo (26/4). Uma equipe do santuário Reserva RP foi acionada para o resgate do animal, e ninguém se feriu.
A ocorrência ganhou repercussão após o veterinário Celso Gatti compartilhar o resgate nas redes sociais. No vídeo, ele mostra a movimentação da serpente entre as bolinhas de plástico.
Animal peçonhento foi resgatado por veterinário e solto em área afastada. Jararacas representam 72% dos casos de picadas de cobra no estado
Foto: Reprodução/Instagram/@celsogatti
Resgate viral e alerta sobre risco
Segundo o veterinário, a jararaca é peçonhenta e perigosa, o que exige atenção redobrada nas regiões onde a espécie ocorre. Ele também destacou que a população não deve tentar manusear ou matar o animal e que a orientação é acionar uma equipe de especialistas para realizar o resgate.
Importância ecológica e possível motivo da aparição
Gatti explicou que a jararaca tem papel relevante na cadeia ecológica, ao ajudar no controle de populações de roedores e anfíbios. A espécie também é amplamente estudada para a produção de medicamentos a partir do veneno.
De acordo com o veterinário, a cobra possivelmente estava em busca de abrigo ou comida quando foi parar na piscina de bolinhas. Após o resgate, o animal foi solto em uma área afastada.
Picada de jararaca: principais informações
De acordo com o Ministério da Saúde, o grupo das jararacas é o maior causador de acidentes com cobras no país. Em São Paulo, a serpente é responsável por cerca de 72% dos casos de picadas registrados.
O Instituto Butantan informa que os principais sintomas da picada de uma jararaca adulta em humanos incluem dor e inchaço local, às vezes com manchas arroxeadas e sangramento no ferimento. Também podem ocorrer sangramentos em mucosas, como gengivas e nariz, infecções e necrose na região da picada, além de insuficiência renal aguda.
A picada de jararaca pode ser fatal e é tratada com soro antiofídico. Há várias espécies de jararacas no Brasil. A fêmea tem, em média, 1,50 metro de comprimento, enquanto os machos podem chegar a até 1 metro em média.