Auxiliares sugerem a Lula nome acadêmico para o STF após rejeição de Jorge Messias
Orientação é que eventual nova indicação tenha perfil constitucionalista e sem vínculo direto com o governo, após derrota no Senado.
30/04/2026 às 09:57por Redação Plox
30/04/2026 às 09:57
— por Redação Plox
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem sido aconselhado por auxiliares a escolher um perfil acadêmico, com formação constitucionalista, caso decida indicar um novo nome para o Supremo Tribunal Federal (STF). A orientação ocorre após a rejeição de Jorge Messias pelo Senado, na quarta-feira, 29, em um episódio descrito como histórico.
A avaliação no entorno do petista é de que o próximo indicado não deve ter vinculação direta com o governo, como era apontado no caso de Messias.
Lula é aconselhado a buscar um perfil diferente caso indique novo nome para o STF
Foto: crédito: Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Tentativa de reduzir o impacto político
Segundo o PlatôBR, logo após a decisão do plenário do Senado, Lula orientou aliados a tratar o resultado como parte do rito institucional, destacando que cabe ao presidente indicar um nome e ao Senado aprovar ou rejeitar a indicação. O presidente, de acordo com o relato, agora quer “baixar a poeira” para evitar que o tema contamine a campanha eleitoral.
Auxiliares admitem falhas na articulação com o Senado
Enquanto buscam explicações para a derrota, auxiliares do presidente admitem que a indicação de Messias foi um erro por não considerar a necessidade de um processo de negociação com o Senado.
No diagnóstico feito no Palácio, pesou também o cenário interno da Casa: o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), teria como candidato o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG). Diante disso, aliados avaliam que teria sido necessário buscar uma “convergência de interesses”.