PCMG desarticula esquema que apagava multas e causa prejuízo de R$ 1,3 milhão em Santa Luzia

Ex-servidora municipal de 44 anos foi presa em flagrante suspeita de usar credenciais no sistema de trânsito para excluir infrações; polícia aponta 4.445 baixas irregulares e apura outros crimes.

30/04/2026 às 00:08 por Redação Plox

Um esquema criminoso que causou prejuízo superior a R$ 1,3 milhão aos cofres públicos e envolvia a exclusão fraudulenta de infrações de trânsito foi desarticulado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) nesta quarta-feira (29), em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Uma mulher de 44 anos foi presa em flagrante e, segundo a corporação, é apontada como líder da organização.



De acordo com a PCMG

De acordo com a PCMG, a investigada é ex-servidora municipal e utilizava credenciais de acesso ao sistema de gestão de trânsito para apagar multas de forma irregular. As investigações são conduzidas pela 2ª Delegacia de Polícia Civil em Santa Luzia e indicam a prática de crimes como corrupção passiva, peculato eletrônico e infrações contra a saúde pública.



Ainda conforme a polícia

Ainda conforme a polícia, o esquema funcionava com a oferta de “serviços” em plataformas digitais. O filho da investigada seria responsável por intermediar os contatos, prometendo o cancelamento de autuações por valores inferiores a 50% das taxas oficiais. Ao todo, foram identificadas 4.445 baixas irregulares de multas.


Durante a operação, os policiais também apreenderam bens de luxo, grande quantidade de dinheiro e materiais hospitalares utilizados para a manipulação ilegal de medicamentos. Segundo a PCMG, foi identificado um núcleo paralelo de crimes contra a saúde pública ligado à investigada.

A mulher foi flagrada com medicamentos para emagrecimento de origem estrangeira, sem registro nos órgãos de vigilância sanitária. Conforme o delegado responsável pelo caso, Fábio Lucas Gabrich Cruz e Silva, ela confessou que adquiria as substâncias de fornecedores externos e realizava o fracionamento em seringas para venda clandestina.

Ainda segundo o delegado

Ainda segundo o delegado, a suspeita utilizava técnicas rudimentares aprendidas em vídeos na internet, sem qualquer formação na área da saúde. A prática, de acordo com a polícia, representa risco direto à saúde dos consumidores.

A prisão em flagrante foi fundamentada na gravidade dos crimes e no risco à segurança pública. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e dimensionar a extensão total do esquema, que começou a ser apurado em outubro do ano passado e já reúne mais de 1,2 mil páginas de provas, segundo a Polícia Civil.

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