Durante a campanha presidencial de 2022, Luiz Inácio Lula da Silva prometeu tornar a picanha mais acessível aos brasileiros. No entanto, uma pesquisa recente do Instituto Paraná Pesquisas indica que essa promessa ainda não se concretizou para muitos.
Foto: Pixabay O levantamento, realizado entre os dias 18 e 22 de junho de 2025, entrevistou 2.020 brasileiros com 16 anos ou mais, em 162 municípios de todo o país. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com um grau de confiança de 95%.
Os dados revelam que 33,2% dos entrevistados acreditam que o preço da picanha está "muito mais alto" no atual governo, enquanto 16,8% consideram que está "um pouco mais alto". Para 21,7%, o valor permanece igual ao do governo anterior. Já 14,1% afirmam que o preço caiu "um pouco", e apenas 3,8% veem a picanha "muito mais barata". Outros 10,5% não souberam ou preferiram não responder.
A percepção de aumento no preço da carne é mais acentuada nas regiões Centro-Oeste e Norte, onde 40,2% dos entrevistados notaram elevação. No Sul, esse número é de 37,3%, seguido pelo Sudeste com 35,8% e, por último, o Nordeste com 23,2%.
Além disso, a pesquisa abordou a confiança dos brasileiros na promessa de que a maioria teria condições financeiras de comprar picanha e cerveja até o final do mandato de Lula. Os resultados mostram que 67,1% não acreditam que isso será possível, enquanto 26,3% mantêm a esperança. Outros 6,6% não souberam ou não quiseram opinar.
Esses dados refletem a preocupação da população com o aumento dos preços dos alimentos e colocam em xeque uma das principais promessas de campanha do presidente.