São Paulo concentra investigações de ataques a ônibus em duas delegacias para agilizar apurações

Após depredação de 135 coletivos entre 8 e 17 de junho, prefeitura e polícia intensificam ações para identificar responsáveis

Por Plox

30/06/2025 17h14 - Atualizado há cerca de 12 horas

Uma onda de ataques a ônibus atingiu a capital paulista e municípios da Grande São Paulo entre os dias 8 e 17 de junho, resultando na depredação de 135 coletivos. Diante da gravidade dos fatos, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) anunciou que os boletins de ocorrência relacionados aos atos de vandalismo serão concentrados em duas delegacias específicas: uma na cidade de São Paulo e outra na região do ABC. A medida visa acelerar as investigações e facilitar a identificação dos responsáveis.


Imagem Foto: Reprodução


Os ataques ocorreram principalmente entre 20h e 23h, com destaque para as zonas Sul e Leste da capital. A Avenida Cupecê, por exemplo, registrou ao menos oito casos de depredação. Outros locais afetados incluem as avenidas Engenheiro Armando de Arruda Pereira e Vereador João de Luca, além da Rua Assembleia. As principais empresas impactadas foram Transpass, Metrópole Paulista, Transunião, Express, Via Sudeste, Mobibrasil e Campo Belo.



Na região metropolitana, cidades como Mauá, Santo André e São Bernardo do Campo também enfrentaram episódios de vandalismo. Em Mauá, dois ônibus foram atacados na Avenida João Ramalho, enquanto em Santo André, oito ocorrências foram registradas, com destaque para a Rua Coronel Alfredo Flaquer. São Bernardo do Campo relatou um caso em que um homem de 27 anos foi preso em flagrante após depredar veículos de transporte coletivo e pontos de ônibus.



A SPTrans informou que, entre os dias 12 e 30 de junho, 179 ônibus do sistema municipal foram depredados. A empresa reforçou a orientação para que as concessionárias comuniquem imediatamente todos os casos à Central de Operações e formalizem as ocorrências junto às autoridades policiais. A Mobibrasil, uma das concessionárias afetadas, lamentou os atos de violência e afirmou estar colaborando com as investigações.



A Polícia Civil está utilizando imagens do programa Smart Sampa para auxiliar na identificação dos envolvidos. Além disso, o patrulhamento foi reforçado nas regiões afetadas. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que os casos foram encaminhados à 6ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Até o momento, não há informações sobre a motivação dos ataques, e as investigações seguem em andamento.


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