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Queijos produzidos ou vendidos sem selo de inspeção oficial podem colocar a saúde dos consumidores em risco. O alerta é do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), que aponta a possibilidade de transmissão de brucelose, tuberculose bovina, listeriose e salmonelose quando não há controle sanitário do rebanho, da matéria-prima e do processo de fabricação.
IMA alerta para risco de doenças em queijos sem selo de inspeção em Minas Gerais
Foto: IMA / Divulgação
A segurança do queijo não depende apenas da limpeza da queijaria ou da aparência do produto. A inspeção acompanha etapas que incluem a saúde dos animais, a origem do leite, as condições do estabelecimento, a higiene dos manipuladores, a conservação e a rotulagem. Por isso, uma análise isolada do queijo pronto não substitui o controle realizado ao longo de toda a cadeia produtiva.
Crianças menores de 5 anos, idosos, gestantes e pessoas com a imunidade comprometida apresentam maior risco de desenvolver complicações. No caso das gestantes, determinadas infecções associadas a alimentos contaminados podem provocar parto prematuro, infecção fetal e até aborto, conforme alerta da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais.
Além dos efeitos sobre o paciente, surtos de doenças transmitidas por alimentos aumentam a procura por consultas, exames, medicamentos e internações. A orientação é comprar queijos apenas em estabelecimentos regularizados, verificar as condições de armazenamento e procurar na embalagem selos como SIM, SIE, SIF ou Sisbi-POA.
Em Minas Gerais, o IMA informa que estabelecimentos clandestinos identificados durante fiscalizações podem ser interditados. Os produtos sem procedência comprovada também podem ser apreendidos e destinados ao descarte, medida adotada para impedir que alimentos considerados impróprios cheguem ao consumidor.
O Decreto Estadual nº 49.030 autoriza medidas cautelares quando houver suspeita de risco à saúde pública, como apreensão, suspensão do processo de fabricação e coleta de amostras. A norma também considera impróprios os produtos sem origem conhecida ou que não estejam identificados como provenientes de estabelecimento submetido à inspeção sanitária.
O consumidor que encontrar queijo sem identificação, armazenado de forma inadequada ou vendido em condições suspeitas deve evitar a compra e comunicar a irregularidade à Vigilância Sanitária do município ou ao órgão responsável pela inspeção de produtos de origem animal.