STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
No último sábado (29), durante um evento do PL Mulher, realizado na capital catarinense, Florianópolis, o ex-presidente Jair Bolsonaro fez menção a um total de R$ 17,1 milhões que teriam sido depositados em suas contas bancárias via pix entre os dias 1º de janeiro e 4 de julho deste ano. Ao seu lado estavam presentes a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e o atual governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL).

O relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) destacou que esse montante foi resultado de 769 mil transações distintas. Em suas palavras, o ex-presidente disse: “Muito obrigado a todos aqueles que colaboraram comigo no pix há poucas semanas. Mais do que o valor depositado, quase 1 milhão de pessoas colaboraram com R$ 0,01 a R$ 20 em média. Dá para pagar todas as minhas contas e ainda sobra dinheiro para a gente tomar um caldo de cana e comer um pastel com a dona Michelle”.
Críticas ao cenário político e reforma tributária
O evento também foi palco para o ex-chefe de estado externar suas insatisfações em relação a decisões judiciais. Bolsonaro aludiu à decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que lhe retirou os direitos políticos por um período de oito anos, tornando-o assim inelegível. “Triste o país onde autoridades do Judiciário punem os seus cidadãos não pelos seus erros, mas pelas suas virtudes. Me tiraram o direito político, mas isso não nos abala. Temos milhares de sementes por todo o Brasil”, pontuou.
Não foi apenas o TSE que recebeu críticas. Bolsonaro também fez alusão a uma recente declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: “Esse cara não sabe o que é liberdade, não sabe o que é democracia, o que é prosperar”.
Outro tema abordado pelo ex-presidente foi a reforma tributária, a qual foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 6 de julho e, atualmente, está sob avaliação do Senado. Bolsonaro criticou a iniciativa, dizendo: “triste o país que dá carta branca para uma pessoa escolher a carga tributária”. Vale ressaltar que, apesar da posição contrária de Bolsonaro, 20 dos 99 deputados federais do PL votaram favoráveis à reforma. No Senado, uma parcela dos representantes também estuda apoiar a proposta.