Maduro cita “O Exorcista” e compara protestos da oposição ao diabo

Para Maduro, os manifestantes são "os últimos representantes do demônio" que já estão sendo controlados

Por Plox

30/07/2024 17h53 - Atualizado há cerca de 1 ano

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fez uma analogia surpreendente durante a reunião com o Conselho de Estado nesta terça-feira (30), ao comentar sobre a contenção das manifestações de opositores no país. Citando o filme “O Exorcista”, ele comparou a ação do governo contra os protestos com a luta do padre contra o demônio no filme clássico. "Nos cabe controlar essa agitação e esses ataques. Hoje, terça-feira, as cidades começam a dar os primeiros passos para a normalização. E quando digo isso, os demônios tratam como se fossem o exorcista e começa a girar a cabeça das pessoas. 

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Parece o filme 'O Exorcista', quando o padre mostra o crucifixo, convencendo o diabo, enquanto a menina tem a cabeça ali girando e tenta convencer de que o demônio precisava agir. (…) O padre é a cura e, nesse momento, ele [demônio] sai em disparada, pula da janela e cai. E isso é bastante simbólico para a Venezuela atual: a saída do diabo, caindo...”.

Analogias e simbolismos

Para Maduro, os manifestantes são "os últimos representantes do demônio" que já estão sendo controlados. Ele destacou que a batalha de 28 de julho, referindo-se às eleições, é crucial na luta contra o fascismo, o ódio e a intolerância. "A batalha de 28 de julho [eleições] é a batalha definitiva contra o fascismo, contra o ódio, contra a intolerância e contra aqueles que querem me impor uma guerra civil na Venezuela, que querem trazer a divisão e o enfrentamento aos venezuelanos", afirmou.

Prisões e mortes durante protestos

Apesar da repressão militar, os protestos contra a reeleição de Maduro continuam em várias partes do país. Até a última terça-feira, pelo menos 749 pessoas foram detidas durante os atos, segundo o procurador-geral do país, Tarek William Saab. Além disso, ONGs venezuelanas relataram a ocorrência de quatro mortes relacionadas às manifestações.

Acusações contra os EUA e a Colômbia

Maduro também voltou a acusar os Estados Unidos e a Colômbia de estarem por trás dos movimentos de oposição. "O imperialismo dos EUA, o narcotráfico da Colômbia e a direita extremista de todo o mundo estão contra a Venezuela, porque creem que podem tomá-la. E com todas essas campanhas feitas nas redes sociais para influenciar a sociedade", disse o presidente, reforçando a ideia de que há uma conspiração internacional contra seu governo.

 

 

 

 

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