Morre bebê que usou máscara de oxigênio feita com embalagem de bolo em Natal
Segundo familiares, a criança tinha hidrocefalia, utilizava bolsa de colostomia e sofria de uma síndrome que causava má formação no cérebro
Por Plox
30/07/2024 19h06 - Atualizado há cerca de 1 ano
Nesta terça-feira (30), morreu o bebê de cinco meses que ganhou notoriedade após um hospital em Santa Cruz, no interior do Rio Grande do Norte, utilizar uma embalagem de bolo como máscara de oxigênio durante sua internação. Desde que o caso do improviso foi divulgado em 11 de junho, a criança enfrentava diversas complicações graves.

Complicações de saúde
Segundo familiares, a criança tinha hidrocefalia, utilizava bolsa de colostomia e sofria de uma síndrome que causava má formação no cérebro, resultando em problemas de desenvolvimento motor e progressivo da cabeça. A informação do falecimento foi confirmada pela família à Inter TV Cabugi e ao g1.
O caso do improviso
O hospital municipal de Santa Cruz usou uma embalagem plástica de bolo para substituir uma máscara de oxigênio no bebê, que estava internado com bronquiolite. A diretora clínica, Ellen Salviano, explicou que o bebê foi admitido no hospital com desconforto respiratório grave, sintomas de congestão nasal, febre, rinorreia, vômitos e diarreia, confirmando o diagnóstico de bronquiolite.
Resposta do hospital
Diante do grave estado de saúde da criança, a direção do hospital declarou que administrou medicação e implementou um "suporte de oxigênio" improvisado com a embalagem de bolo. "O paciente evoluiu clinicamente grave, mantendo quadro de desconforto respiratório e taquidispineia, monitorizado, suporte de oxigênio (CPAP) e com todo suporte que dispomos em um serviço clínico, com perfil de UTI pediátrica, aguardando vaga", disse Ellen Salviano.
Repercussão do caso
Na época, médicos do Samu que acompanharam o bebê informaram que o improviso ajudou a criança a retomar o fluxo respiratório. O caso gerou grande repercussão e destacou as dificuldades enfrentadas pelos hospitais em situações de emergência e a falta de recursos adequados para tratar pacientes em estado grave.