Trump mantém data de nova taxação e rejeita adiamento
Presidente dos EUA confirma início da tarifa em 1º de agosto e diz que medida é definitiva; produtos brasileiros terão aumento de 50%
Por Plox
30/07/2025 10h25 - Atualizado há cerca de 1 mês
Em declaração feita nesta quarta-feira (30), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou sua rede social, Truth Social, para reafirmar que a taxação anunciada para entrar em vigor no dia 1º de agosto está mantida e não será prorrogada.

“1º de agosto é o prazo final. Está firme e não será estendido. Um grande dia para a América”, escreveu Trump, reiterando a decisão da Casa Branca de seguir com a aplicação da tarifa, mesmo diante da tentativa de negociação por parte do Brasil.
Essa medida representa um aumento de até 50% no preço de produtos brasileiros comercializados no mercado norte-americano. A nova tarifa, anunciada em 9 de julho, gerou forte reação do setor exportador brasileiro e preocupação no governo federal. Desde então, representantes do governo Lula e integrantes do Congresso têm buscado um canal de diálogo com os Estados Unidos para tentar barrar ou atenuar a decisão.
Apesar dos esforços diplomáticos, a Casa Branca ainda não recebeu oficialmente os representantes brasileiros para qualquer conversa sobre o tema. A ausência de diálogo desde maio, segundo o próprio presidente Lula, demonstra a dificuldade em estabelecer pontes com a atual administração norte-americana.
“Estamos aguardando abertura para conversar desde maio, mas ninguém quer dialogar”, afirmou Lula recentemente
Com o início da taxação, o impacto será direto sobre setores do agronegócio, alimentos industrializados, calçados e outros produtos brasileiros com forte presença no mercado norte-americano. O governo brasileiro teme ainda um efeito cascata, com retração nas exportações e possível queda na geração de empregos ligados ao setor externo.
A medida é parte da estratégia econômica de Trump, que tem adotado posturas protecionistas em sua gestão, especialmente no contexto de sua campanha à reeleição. Ele tem apresentado as tarifas como forma de proteger a economia e a indústria interna dos EUA contra o que classifica como concorrência desleal.