Bancos rejeitam plano do BRB e ampliam impasse sobre empréstimo de R$ 6,6 bilhões

Instituições privadas apontam dúvidas sobre riscos e garantias da operação de socorro ao Banco de Brasília.

30/07/2026 às 16:06 por Redação Plox

Bancos envolvidos na operação de socorro ao Banco de Brasília (BRB) avaliaram negativamente o plano de negócios apresentado pela instituição e reforçaram as dificuldades para fechar o empréstimo de até R$ 6,6 bilhões. A resistência aumenta a incerteza sobre a conclusão do acordo, que tinha esta sexta-feira, 31 de julho, como novo prazo de referência. 


Bancos questionam plano do BRB e ampliam impasse sobre empréstimo de R$ 6,6 bilhões.

Foto: Andressa Anholete/Agência CLDF


O plano deveria demonstrar a capacidade do BRB de recuperar a rentabilidade e sustentar suas operações nos próximos anos. A projeção foi entregue às instituições que analisam a possibilidade de garantir o financiamento, mas não teria sido considerada suficiente para reduzir as preocupações com o risco da operação.

Garantias continuam no centro do impasse

O modelo acertado prevê que o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) empreste os recursos ao Governo do Distrito Federal, controlador do BRB. O dinheiro seria posteriormente injetado no capital do banco. Para isso, um grupo de instituições financeiras precisa atuar como fiador, enquanto o DF oferece recursos dos fundos de participação como contragarantia. 


Garantias continuam no centro do impasse.

Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília


Além das dúvidas sobre o plano de negócios, bancos privados têm apontado riscos jurídicos relacionados às garantias. Parte deles também defende que Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal assumam parcelas maiores da fiança necessária para viabilizar o crédito.

Operação foi negociada no STF

O acordo para tentar destravar o empréstimo foi homologado em 28 de maio pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF). A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou, em junho, o projeto que autorizou o GDF a contratar até R$ 6,6 bilhões junto ao FGC para fortalecer o patrimônio do BRB


Operação foi negociada no STF.

Foto: Rosinei Coutinho/STF


 

A capitalização foi articulada após os prejuízos relacionados às operações do BRB com o Banco Master. Apesar das autorizações políticas e judiciais, a liberação do dinheiro ainda depende da aprovação técnica do FGC, da definição das condições financeiras e da participação efetiva dos bancos garantidores. Até esta quinta-feira (30), não havia anúncio oficial de conclusão do contrato.

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