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Minas Gerais encerrou o primeiro semestre de 2026 com a criação de 108.977 empregos com carteira assinada. Apesar do saldo positivo, o resultado foi 27% menor que o registrado entre janeiro e junho de 2025, quando o estado abriu 149.187 vagas, e representa o pior desempenho para o período desde 2020.
Setor do Comércio foi o único a inverter para saldo negativo
Foto: Gil LeonardI / Imprensa MG
Mesmo com a desaceleração, Minas permaneceu na segunda posição entre os estados que mais geraram empregos formais no país, atrás de São Paulo, que abriu 252.558 postos. O Paraná apareceu em terceiro lugar, com saldo de 69.638 vagas.
O comércio foi o único dos cinco grandes setores econômicos de Minas a terminar o semestre com mais demissões do que admissões. O saldo ficou negativo em 1.579 postos, enquanto no mesmo período de 2025 o segmento havia criado 6.307 empregos.
Embora tenha aberto 1.332 vagas somente em junho, o resultado não foi suficiente para compensar as perdas acumuladas nos meses anteriores. Em janeiro, por exemplo, o comércio mineiro havia eliminado 5.741 postos formais. A FIEMG relaciona o menor ritmo das contratações ao cenário de juros elevados, crédito restrito e desaceleração da atividade econômica, fatores que aumentam a cautela das empresas.
A indústria, considerada separadamente da construção civil, registrou saldo de 16.618 vagas entre janeiro e junho. No primeiro semestre de 2025, haviam sido criados 28.127 postos, o que representa uma queda de quase 41%, a maior retração proporcional entre os grandes setores.
Os serviços continuaram liderando a geração de empregos em Minas, com 45.812 vagas, seguidos pela agropecuária, com 29.784, e pela construção civil, com 18.348. Todos, porém, apresentaram desempenho inferior ao registrado no mesmo período do ano passado.
Em junho, Minas abriu 20.805 empregos formais, abaixo dos 23.948 registrados no mesmo mês de 2025. No país, o primeiro semestre terminou com saldo de 921.645 vagas, uma redução de 25% na comparação anual. Os números do Novo Caged consideram apenas vínculos formais informados pelos empregadores.