PF avalia acionar Interpol para rastrear no exterior recursos ligados a Flávio Bolsonaro

Medida ainda não formalizada integra investigação sobre R$ 61 milhões repassados à produção do filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro.

30/07/2026 às 14:56 por Redação Plox

A Polícia Federal avalia recorrer à Interpol para rastrear, no exterior, bens e recursos relacionados ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e ao financiamento do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida ainda não foi formalizada e faria parte da investigação sobre o destino de R$ 61 milhões repassados pelo ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, à produção cinematográfica. 


PF avalia acionar Interpol para rastrear recursos ligados a Flávio Bolsonaro e ao filme “Dark Horse”.

Foto: Reprodução/Redes Sociais/flaviobolsonaro/Instagram


O instrumento analisado é a chamada difusão prateada, mecanismo de cooperação internacional destinado à localização e identificação de patrimônio, contas bancárias, empresas e outros ativos relacionados a investigações criminais. Diferentemente da lista vermelha, voltada à localização de pessoas procuradas, a medida não representa ordem internacional de prisão.

Pedido à Interpol ainda não foi apresentado

A eventual inclusão de Flávio Bolsonaro no mecanismo seria considerada caso os canais tradicionais de cooperação jurídica internacional não sejam suficientes para localizar os recursos. Daniel Vorcaro também poderá ser alvo do pedido, ampliando o rastreamento de bens associados ao ex-controlador do Banco Master. 


Pedido à Interpol ainda não foi apresentado.

Foto: Divulgação/Interpol


O inquérito foi aberto após autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A PF apura se o dinheiro destinado ao filme foi integralmente remetido ao exterior e se os valores tiveram finalidade diferente daquela apresentada inicialmente. A existência da investigação não significa que os envolvidos tenham cometido crime.

Defesa diz que dinheiro foi destinado à produção

A defesa de Flávio Bolsonaro não se manifestou sobre a possível utilização da Interpol. Quando o financiamento se tornou público, o senador negou que os recursos tenham beneficiado o irmão, Eduardo Bolsonaro, e afirmou que os aportes foram enviados a um fundo específico do projeto, com estrutura jurídica própria e fiscalização nos Estados Unidos.

Caso o pedido seja formalizado e aprovado, autoridades de outros países poderão colaborar com a identificação dos ativos e fornecer informações ao Brasil. Eventuais medidas de bloqueio, apreensão ou recuperação de valores dependerão das decisões judiciais e da legislação de cada país envolvido.

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