Samara e Thiago, sócios de Virginia na Wepink, entram em inquérito em SP

Polícia Civil apura suposta lavagem de dinheiro em negócios ligados ao setor de beleza; Virginia Fonseca não é citada no procedimento específico.

30/07/2026 às 14:46 por Redação Plox

Os empresários Samara Cahanovich Martins e Thiago Stabile, sócios de Virginia Fonseca na marca de cosméticos Wepink, foram incluídos em um inquérito da Polícia Civil de São Paulo que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo negócios do setor de beleza. 


Sócios de Virginia Fonseca são incluídos em inquérito sobre suposta lavagem de dinheiro.

Foto: Reprodução


Polícia tenta localizar empresários para esclarecimentos

Em 16 de julho, o delegado Renato Mazagão Junior determinou diligências para localizar o casal. Samara e Thiago deveriam comparecer à Divisão Especializada de Investigações Criminais de Santos para prestar esclarecimentos sobre os negócios mantidos com Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como “Japa do PCC”.

Japa do PCC

O delegado informou que não comentaria a investigação em andamento, e a defesa dos empresários não foi localizada.

O inquérito apura se recursos provenientes do tráfico de drogas teriam sido utilizados em empresas, investimentos imobiliários e empreendimentos de beleza. Karen é viúva de Wagner Ferreira da Silva, conhecido como “Cabelo Duro”, apontado pela Polícia Civil como integrante do Primeiro Comando da Capital na Baixada Santista e morto em 2018. Ela nega integrar organização criminosa.


Delegado informou que não comentaria a investigação em andamento, e a defesa dos empresários não foi localizada.

Foto: Reprodução


Samara, Thiago e Karen foram sócios em empresas ligadas à Pink Lash, rede especializada em cílios e sobrancelhas que antecedeu a criação da Wepink. Registros empresariais analisados pela Agência Pública indicam que Karen participou de pelo menos quatro empresas vinculadas ao negócio entre dezembro de 2017 e novembro de 2021.

Posteriormente, Samara e Thiago romperam a sociedade com Karen e participaram da criação da Wepink ao lado de Virginia Fonseca e do empresário Chaopeng Tan. A inclusão no inquérito paulista, conforme as informações disponíveis, envolve Samara e Thiago, sem indicação de que Virginia tenha sido incorporada a essa investigação específica.

Separadamente, a revista piauí revelou que Virginia e empresas ligadas à influenciadora são investigadas pela Polícia Federal. Esse outro procedimento apura a origem de recursos, a legalidade de operações financeiras e a eventual ocorrência de crimes fiscais, financeiros e de lavagem de dinheiro.

A investigação conduzida pela Polícia Civil de São Paulo permanece em andamento. Até o momento, não há informação sobre denúncia apresentada pelo Ministério Público ou condenação dos sócios da Wepink.

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a