Ventania com rajadas de até 105,5 km/h deixa duas mortes no Rio de Janeiro

Temporal provocou quedas de árvores, falta de energia e interrupções no transporte; vítimas morreram após o desabamento de um muro em Santa Teresa.

30/07/2026 às 12:52 por Redação Plox

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere (PSD), afirmou nesta quinta-feira (30) que a ventania registrada na capital fluminense chegou mais cedo e com intensidade superior à indicada pelos sistemas meteorológicos. As rajadas atingiram 105,5 km/h no Aeroporto Internacional do Galeão e provocaram mortes, quedas de árvores, falta de energia e interrupções no transporte.

Chuva no Rio de Janeiro

Chuva no Rio de Janeiro

Foto: • Reprodução

Em entrevista à CNN Brasil, Cavaliere disse que o município acompanha dados de 11 estações meteorológicas administradas pela prefeitura, pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e pelos aeroportos. Segundo ele, o alerta emitido na tarde de quarta-feira (29) previa ventos moderados a fortes, com maior intensidade no início da noite, mas o fenômeno ocorreu antes e com rajadas mais violentas.

Rajadas provocaram centenas de ocorrências

O Centro de Operações e Resiliência do Rio informou que, além dos 105,5 km/h registrados no Galeão, os ventos chegaram a 95,4 km/h na Marambaia e a 87,5 km/h na Vila Militar. Até as 11h21 desta quinta-feira, a prefeitura contabilizava 159 ocorrências de quedas de árvores, das quais 67 ainda estavam em atendimento. Outras 52 quedas atingiram redes de energia elétrica.

A ventania também afetou trens, metrô, VLT, BRT, ônibus e barcas. Na atualização divulgada durante a manhã, a maior parte dos modais já operava regularmente, mas o ramal Japeri permanecia fechado e a estação Saracuruna passava por vistoria.

Duas pessoas morreram depois que um muro desabou na Rua Doutor Júlio Otoni, em Santa Teresa, na região central da cidade. O Corpo de Bombeiros também realizava buscas por um pescador desaparecido no mar de Tarituba, em Paraty, na Costa Verde.

Prefeitura relaciona episódio ao “super El Niño”

Cavaliere associou a intensidade do episódio ao que chamou de “super El Niño”. A prefeitura havia apresentado, em 20 de julho, ações de prevenção diante da possibilidade de intensificação do fenômeno, incluindo medidas de monitoramento e resposta para chuvas, calor e outros eventos extremos.

A expressão “super El Niño”, porém, não integra as classificações operacionais padronizadas da Organização Meteorológica Mundial. A entidade aponta a ocorrência de um El Niño em fortalecimento, com possibilidade de atingir intensidade forte, enquanto a agência meteorológica dos Estados Unidos estima elevada probabilidade de o fenômeno se tornar muito forte entre outubro e dezembro de 2026. A relação direta de um evento isolado com o El Niño exige análise meteorológica específica.

Para esta quinta-feira, o Alerta Rio prevê ventos predominantemente moderados, céu parcialmente nublado a nublado e possibilidade de chuva fraca isolada no fim da tarde. A prefeitura permanece mobilizada para remover árvores, liberar vias e restabelecer os serviços afetados.

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