Em entrevista à Plox, Tenente Alessandro afirma ser a favor de “pena de morte e prisão perpetua para determinados crimes”

O candidato a deputado federal tem suas principais pautas voltadas a área de segurança pública

Por Plox

30/08/2022 14h55 - Atualizado há mais de 1 ano

Em entrevista à Plox no início da tarde desta terça-feira (30), o candidato a deputado federal, Tenente Alessandro (PL) defendeu a criação de mais presídios no Brasil. Conforme o militar “escola já tem demais, creche já tem demais, a gente tem que criar é presídio. Não pode faltar vagas em presídios”, e que se eleito fosse, “destinaria verbas para criação de presídios”.

O concorrente a uma das cadeiras do congresso nacional tem como sua principal pauta a segurança pública e fez severas críticas ao sistema prisional brasileiro. Alessandro também afirmou que as cadeias no Brasil "são escolinhas do crime”.

Veja a entrevista completa:

 

O Tenente da PM (Polícia Militar) também disse que a “bancada da bala” - termo usado para referir à frente composta por deputados que defendem o armamento civil, endurecimento das leis prisionais - “vez ou outra faz bons projetos de lei''. E culpou os parlamentares de esquerda por alguns projetos não serem aprovados. “O problema é que tem no congresso uma turma da esquerda, PSOL, Marcelo Freixo e companhia estão ali para proteger bandidos.”

Em continuação da sua fala, o Tenente citou uma suposta fala de Lula (PT) candidato à presidência, durante uma entrevista. “Até mesmo porque o ex-presidiário disse que o ladrão de posse de uma arma de fogo, coloca a arma de fogo na sua cara na rua e te assalta e leva seu celular, segundo ele é só para tomar uma cervejinha”.

Tenente Alessandro foi entrevistado pelo jornalista da Plox, Marcelo Augusto. Foto: Divulgação/Plox.

 

A fala dita pelo candidato é de um vídeo que circulou de forma massiva nas redes sociais a partir do dia 13 de julho. Porém, um vídeo é uma montagem que juntou dois trechos distintos da entrevista. Em uma parte, Lula atribui o aumento dos indicadores criminais de Pernambuco à situação econômica do país. “Para que roubar celular? Para vender, para ganhar um dinheirinho”. Em outro trecho, ele comenta sobre o ódio no país utilizando dois times locais. “É preciso distensionar para a sociedade perceber que a torcida do Santa Cruz e do Sport não são inimigas, são adversárias durante o jogo. Depois vão para o bar tomar cerveja junto”. Concluiu o ex-presidente.

Ainda durante entrevista concedida à Plox, o candidato a deputado federal afirmou que caso for eleito, irá endossar as pautas da bancada da bala no congresso nacional. Uma delas seria “acabar com a saidinha temporária”. O policial militar defendeu que “se um cara cometeu um crime, ele não tem que ficar saindo”. 

Em outro momento da entrevista ele afirmou que também é a favor que se acabe com a visita íntima “quer fazer sexo fica na rua, fica solto, é só no Brasil que tem isso, somente no Brasil que tem isso”, disse o candidato. Porém, outros países da América Latina, assim como a Dinamarca, França, Irlanda e Austrália também mantém o direito à visita íntima.

O Tenente também afirmou que uma de suas pautas é a atualização do código penal brasileiro. Ele usou como exemplo o crime de homicídio simples, que tem a pena entre 6 a 12 anos. “Em 1940 quando foi feito o código penal, essa pena correspondia a uma parcela boa da vida do cidadão, porque naquela época a expectativa de vida do brasileiro era baixa. Hoje a expectativa de vida do brasileiro é em torno de 75 anos, então o que vale a pena de 6 anos para uma pessoa que vive 75 anos?”, argumentou Alessandro.

O postulante ao cargo de deputado federal também se disse a favor de uma nova constituinte para que o Brasil pudesse ter “pena de morte e prisão perpetua para determinados crimes”. O militar também disse que é a favor de aumentar a pena para tráfico de drogas para “30 anos” e que seria uma de suas propostas caso fosse eleito.

Fome no Brasil

Ainda dentro do tema de segurança pública, o candidato disse que a esquerda quer que a população acredite que o criminoso é vítima da sociedade. “ O papinho é o mesmo, se não traficar vai passar fome, vai morrer de fome”, disse o Tenente em referência ao discurso de parlamentares do campo progressista.

“Eu não conheço nem um brasileiro que morreu de fome. Eu acredito sim, que temos vários brasileiros que se alimentam mal, que não sabem o que vão comer no outro dia, agora morrer de fome por falta de alimento não”. Afirmou o entrevistado.

Considerações finais

Durante as considerações finais na entrevista o candidato pediu “chances a pessoas novas”. Ele também usou o tempo para criticar o fundão eleitoral, que segundo ele “foi criado para perpetuar no poder e quem não tem dinheiro é muito difícil de se inserir na política". O tenente também usou os últimos minutos para dizer que apoia a família e declarou seu voto para presidência ao Bolsonaro.


 

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