PF faz operação contra Mário Frias e produtora por suspeita de desvios em emendas
Ação autorizada pelo ministro Flávio Dino cumpre 49 mandados em quatro unidades da Federação e apura o uso de recursos de emendas parlamentares.
O governo federal incluiu uma previsão de aporte de R$ 6 bilhões nos Correios no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que será encaminhado ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31). O reforço de caixa está relacionado ao acordo de empréstimo firmado pela estatal no fim de 2025 e, segundo o Executivo, é necessário para manter a liquidez da empresa durante o plano de reestruturação.
O recurso, enviado ao Congresso, busca garantir a liquidez da estatal e apoiar o plano de reestruturação e a recuperação financeira
Foto: Agência Brasil
A inclusão no PLOA não representa liberação imediata dos R$ 6 bilhões. A proposta orçamentária ainda terá de passar pela análise e votação do Congresso. O governo afirma que a previsão atende às obrigações assumidas na operação de crédito e dará aos Correios condições para continuar negociando com fornecedores e clientes enquanto tenta recuperar os resultados financeiros.
As demonstrações contábeis oficiais dos Correios mostram que a situação financeira continua pressionada. A estatal registrou prejuízo líquido de R$ 2,39 bilhões no segundo trimestre de 2026 e acumulou perdas de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre. No mesmo período de 2025, o prejuízo havia sido de R$ 4,26 bilhões.
A receita líquida de vendas e serviços chegou a R$ 7,87 bilhões entre janeiro e junho, abaixo dos R$ 8,19 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. Já os custos dos produtos vendidos e dos serviços prestados recuaram de R$ 7,95 bilhões para R$ 7,59 bilhões na mesma comparação.
Em nota divulgada neste domingo (30), o governo destacou que os custos dos serviços ficaram 14% abaixo do que havia sido previsto para o semestre e que as despesas com pessoal recuaram cerca de 4%, movimento atribuído parcialmente ao Plano de Demissão Voluntária (PDV). O Executivo também informou que o Ebitda ficou R$ 910 milhões acima da projeção interna.
Os ministros Frederico de Siqueira Filho, das Comunicações, Esther Dweck, da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, e Bruno Moretti, do Planejamento e Orçamento, afirmaram que a estatal também avançou na reorganização de suas dívidas. Os Correios encerraram o semestre sem empréstimos classificados com vencimento no curto prazo e, segundo o governo, uma das operações teve o prazo ampliado de 18 para 180 meses. O balanço oficial registrava R$ 12,9 bilhões em empréstimos no passivo não circulante em 30 de junho.
O aporte de R$ 6 bilhões previsto para 2027 será, portanto, mais uma etapa da tentativa de recuperação dos Correios. A efetivação dos recursos dependerá da tramitação do Orçamento no Congresso e das condições definidas para a execução da lei orçamentária do próximo ano.