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Procedimento envolve integrantes do Barci & Barci Advogados e se baseia em informações de relatório da Polícia Federal sobre o Banco Master.
Representantes dos governos se reuniram em Brasília na sexta-feira (28) para discutir, entre outros pontos, a expansão do Acordo de Comércio Preferencial entre Mercosul e Índia.
Brasil e Índia buscam atingir a marca de US$ 20 bilhões no comércio bilateral entre os dois países até 2030
Foto: (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
A agenda ocorre em meio à meta de elevar o intercâmbio bilateral para cerca de US$ 30 bilhões até 2030.
O secretário de Comércio da Índia, Rajesh Agrawal, participou das discussões com a secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Tatiana Prazeres.
A missão indiana também reuniu empresários e representantes de setores como indústria, agronegócio, mineração e saúde.
Um dos principais pontos das negociações é a modernização do acordo comercial entre Mercosul e Índia.
Atualmente, o tratado alcança apenas 452 linhas tarifárias de um universo de aproximadamente 9 mil.
A ampliação pode reduzir barreiras e aumentar a quantidade de produtos beneficiados nas trocas entre o bloco sul-americano e o país asiático.
Durante a agenda, a ApexBrasil e a Confederação da Indústria Indiana (CII) também assinaram um memorando de entendimento para aproximar empresas, facilitar negócios e estimular investimentos.
O MDIC havia anunciado que o acordo faria parte da missão empresarial realizada em Brasília.
O comércio bilateral alcançou US$ 15,2 bilhões em 2025, alta de aproximadamente 25% sobre o ano anterior.
As exportações brasileiras somaram cerca de US$ 6,9 bilhões, enquanto as importações de produtos indianos ficaram próximas de US$ 8,4 bilhões.
Petróleo, açúcares, óleos vegetais e minério de ferro estão entre os principais produtos vendidos pelo Brasil ao mercado indiano.
A meta inicial estabelecida pelos dois governos era atingir US$ 20 bilhões até 2030.
Em fevereiro deste ano, durante visita de Estado à Índia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o avanço das relações comerciais justificava elevar a ambição para US$ 30 bilhões.
Nesta semana, o ministro do Desenvolvimento, Márcio Elias Rosa, voltou a citar esse patamar ao afirmar que o comércio entre os países está cerca de 20% acima do registrado há um ano.
A próxima etapa envolve avançar na ampliação das preferências tarifárias e diversificar as trocas, hoje concentradas em alguns produtos.
Agronegócio, fertilizantes, indústria farmacêutica, autopeças, equipamentos médicos, tecnologia, minerais críticos e soluções de engenharia aparecem entre as áreas consideradas com maior potencial de expansão.