Polícia Federal indicia Luciano Bivar e mais três do PSL por “candidaturas laranja” 

30/11/2019 12:58

Ainda segundo as investigações da Polícia Federal, em Minas Gerais também teria sido montado um esquema de desvio do dinheiro público destinado à campanha eleitoral

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Foram indiciados nesta sexta-feira (29) o deputado federal Luciano Bivar, que é presidente do PSL e três mulheres. Eles são acusados de um esquema  de “candidaturas laranja”. As mulheres foram candidatas em Pernambuco.

Dentre as mulheres está a ex-candidata a deputada federal Lourdes Paixão, que seria secretária de Bivar. Segundo as apurações, apesar de ser a terceira maior beneficiada com verba do PSL em todo o país, ela obteve apenas 274 votos.

A campanha dela recebeu mais dinheiro até mesmo do que a campanha do presidente Bolsonaro e a campanha da deputada Joice Hasselmann (SP). Comparados com os votos de Bolsonaro e de Joice Hasselmann, a quantidade de votos da candidata indiciada é “desprezível”.

O desgaste do PSL com as denúncias de que o presidente da sigla Luciano Bivar coordenaria um esquema de desvio de verba do fundo partidário é apontando como principal motivo pelo qual o presidente Bolsonaro deixou a legenda.

Aliana

Jair Bolsonaro anunciou que vai criar um novo partido, nomeado Aliança Pelo Brasil.

 

 

O presidente do PSL, deputado Luciano Bivar, após encontro com o presidente Jair Bolsonaro para levar o projeto do governo de reforma da Previdência ao Congresso Nacional
Luciano Bivar / Foto: Agência Brasil

Agora indiciados, Luciano Bivar e as três mulheres responderão pelos supostos de crimes de apropriação indébita de recurso eleitoral, de falsidade ideológica eleitoral e associação criminosa. As penas variam de 5, 6 e 3 anos de prisão, respectivamente.
 
Minas Gerais
 
Ainda segundo as investigações da Polícia Federal, em Minas Gerais também teria sido montado um esquema de desvio do dinheiro público destinado à campanha eleitoral. O ministro do Turismo Marcelo Álvaro Antônio,eleito deputado federal pelo estado, também está na mira da Polícia Federal, com quatro supostas “candidatas laranjas, que teriam participado do esquema.
Pessoas ligadas ao ministro chegaram a ser presas, dentre elas, um assessor de Ipatinga.



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