Barbacena enfrenta crise na saúde com 334 mortes devido à falta de CTI

Hospital local fechou CTI em 2022; autoridades debatem soluções em meio a impasse regulatório

Por Plox

30/11/2023 17h04 - Atualizado há mais de 1 ano

Barbacena, uma cidade do estado de Minas Gerais, Brasil, está vivenciando uma grave crise na saúde pública. Desde o fechamento do Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Policlínica de Barbacena em agosto de 2022, a cidade registrou 334 mortes só neste ano, atribuídas à falta de disponibilidade desse serviço essencial. O CTI permanece fechado devido a desafios regulatórios e arquitetônicos, resultando em uma situação alarmante para a população local.

 

Foto: Divulgação

A situação do hospital foi abordada em uma audiência na Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Durante a reunião, realizada na última quarta-feira (29), os deputados Arlen Santiago e Lucas Lasmar expuseram as dificuldades enfrentadas pela instituição. O médico Marcelo Henrique de Oliveira Ferreira, diretor do Hospital Policlínica de Barbacena, expressou sua preocupação com a rigidez das normas regulatórias: “Eu enxergo muito mais importância em salvar uma vida do que não permitir a habilitação de um CTI porque uma rampa está minimamente fora de padrão”.

O hospital já mostrou disposição para resolver a questão, propondo um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Anvisa, com apoio do Ministério Público de Minas Gerais. Entretanto, segundo relatos dos médicos, a Anvisa não tem demonstrado a flexibilidade necessária para adequar suas exigências arquitetônicas à realidade do hospital. O impasse continua, apesar dos esforços conjuntos da direção do hospital, deputados estaduais e do Ministério Público.

O cenário atual em Barbacena é um reflexo de problemas mais amplos no sistema de saúde brasileiro, onde questões regulatórias e infraestruturais se chocam com as urgentes necessidades médicas da população. As autoridades envolvidas, incluindo a Anvisa, o Ministério Público de Minas Gerais, a Secretaria de Estado da Saúde e o Ministério da Saúde, estão sendo instadas a encontrar uma solução rápida para essa crise. Como salientado por Marcelo Henrique de Oliveira Ferreira, "a morte não espera", destacando a urgência da situação.

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