Casal enfrenta acusações por abandonar bebê em córrego
Caso de 2018 envolvendo casal que abandonou bebê em córrego volta a ganhar atenção após investigações da Polícia Civil
Por Plox
30/11/2023 17h24 - Atualizado há mais de 1 ano
Em um caso chocante de abandono infantil, um casal foi indiciado pelos crimes de infanticídio e aborto após abandonarem um bebê recém-nascido de 7 meses em um córrego em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte. O trágico incidente, ocorrido em 2018 no bairro Jardim Nazareno, foi investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), cujas descobertas foram divulgadas em uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira (30).
As investigações, lideradas pelo delegado Otávio Luiz de Carvalho da Delegacia Especializada em Homicídios de Betim, identificaram a mãe da criança, uma jovem de 19 anos, após minuciosa apuração nas unidades de saúde locais. A jovem, que realizou uma curetagem no mesmo dia do abandono do bebê, inicialmente negou o crime. No entanto, a polícia reuniu provas suficientes para indiciar a mãe e seu namorado na época, um jovem de 24 anos, pela morte da criança.
De acordo com o delegado Carvalho, a investigação revelou detalhes perturbadores. A jovem teria ingerido um medicamento abortivo, adquirido pelo namorado, por medo de que seu ex-companheiro descobrisse a gravidez, fruto de outro relacionamento. Apesar da tentativa de aborto, o bebê nasceu vivo antes de ser tragicamente abandonado no córrego.
Além disso, durante as buscas na residência da mãe, materiais genéticos foram coletados e analisados. Os exames de DNA confirmaram a relação materna com a criança, levando ao indiciamento do casal. Eles não foram detidos devido a fatores como a ausência de antecedentes criminais, emprego formal e residência fixa, apesar da gravidade dos crimes.
O delegado Carvalho elucidou que, se condenados, o casal pode enfrentar penas significativas: até 6 anos de prisão por infanticídio e, adicionalmente, até quatro anos para ele e nove anos para ela por aborto.
Relembrando o Caso
O corpo da recém-nascida foi descoberto com lesões e ainda com o cordão umbilical. Na época, testemunhas relataram à Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) que uma mulher não identificada havia sido vista descartando uma sacola no local onde a criança foi encontrada. Este caso reacende discussões importantes sobre questões sociais e de saúde pública relacionadas ao abandono infantil e à gravidez indesejada.