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Saúde
Especialista alerta sobre risco de usar sangue menstrual como máscara facial
Prática que viralizou nas redes sociais não tem comprovação científica e pode causar irritações, infecções e desequilíbrio do microbioma da pele, segundo biomédico Thiago Martins
30/11/2025 às 08:57por Redação Plox
30/11/2025 às 08:57
— por Redação Plox
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O acesso à internet ampliou a circulação de informações sobre saúde e estética, mas também favoreceu a disseminação de práticas sem comprovação científica. Um exemplo recente é o uso de sangue menstrual como máscara facial, que voltou a viralizar nas redes sociais e não é recomendado por especialistas.
Máscara feita com sangue menstrual volta a bombar nas redes sociais
Foto: ´pixabay
De acordo com o biomédico, mestre em Medicina Estética e professor universitário Thiago Martins, a aplicação do fluido diretamente na pele do rosto representa riscos à saúde e não conta com respaldo científico.
O sangue é um fluido biológico que pode conter microrganismos — mesmo em pessoas saudáveis — e sua aplicação tópica, fora de um ambiente controlado, pode desencadear irritações, dermatites de contato, infecções bacterianas e até desequilíbrios no microbioma cutâneo.
Thiago Martins
Ausência de padronização e falta de evidência científica
Martins destaca que não existe qualquer tipo de padronização no uso desse material, o que torna a prática ainda mais imprevisível. Segundo ele, não se conhece a concentração de compostos ativos presentes no sangue menstrual nem a forma como eles interagem com a barreira cutânea.
Em vídeos que circulam nas redes, alguns criadores de conteúdo atribuem ao sangue menstrual a presença de células-tronco ou nutrientes capazes de beneficiar a pele. No entanto, o especialista reforça que não há evidência científica robusta que comprove qualquer eficácia cosmética nesse tipo de uso e lembra que a pele do rosto é uma região sensível, suscetível a reações adversas quando exposta a substâncias biológicas sem controle.
Riscos ampliados pelas redes sociais
Para o biomédico, a popularização desse tipo de conteúdo nas plataformas digitais é motivo de preocupação. Segundo ele, a exposição constante a práticas não testadas pode induzir especialmente pessoas mais jovens a repetir procedimentos sem orientação adequada, confiando em relatos pessoais em detrimento de informações técnicas.
Na avaliação do especialista, a tendência contribui para a banalização dos cuidados com a pele, incentiva o uso de métodos sem testes de segurança e pode resultar em irritações, infecções e outras complicações que exigem tratamento posterior. Além disso, ao fortalecer um ambiente de desinformação, esse tipo de prática afasta o público de orientações seguras, baseadas em evidências e em acompanhamento profissional.
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