Lewandowski informa a Lula que deixará o comando do Ministério da Justiça nas próximas semanas
Ministro deve deixar o cargo até sexta-feira (9/1), em meio a embates no Congresso e a debates sobre possível recriação do Ministério da Segurança Pública
Na madrugada desta sexta-feira (31), um ônibus da linha 119, que faz o trajeto bairro Veneza / Apoio Mineiro, foi incendiado no bairro San Genaro, em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte. O ataque foi cometido por um grupo de quatro suspeitos, que renderam o motorista e deixaram um bilhete denunciando maus-tratos dentro do Complexo Penitenciário Público-Privado (CPPP) da cidade.

De acordo com a Polícia Militar (PMMG), o motorista do coletivo aguardava o horário de início da viagem, por volta das 2h, quando quatro homens começaram a bater na porta do ônibus exigindo que ele abrisse. Um deles estava armado com um facão. Temendo um assalto, o motorista tentou fugir ligando o veículo, mas foi impedido por um dos criminosos, que subiu na janela, apontou uma arma para sua cabeça e ameaçou matá-lo caso não obedecesse.
Diante da ameaça, o motorista abriu a porta. Os suspeitos entraram no veículo, afirmaram que não fariam nada contra ele e ordenaram que pegasse seus pertences e saísse do ônibus. Em seguida, espalharam um líquido inflamável pelo interior do coletivo e atearam fogo.
Antes de fugir, os criminosos entregaram ao motorista um bilhete e exigiram que ele repassasse o conteúdo à polícia. No texto, o grupo denuncia supostos maus-tratos e a falta de atendimento médico a presos no CPPP de Ribeirão das Neves. Segundo a carta, um detento teria morrido devido à falta de assistência médica. Os suspeitos ainda cobraram respeito aos direitos dos presos e alertaram sobre "consequências mais graves" caso as condições no presídio não fossem melhoradas.
O Corpo de Bombeiros foi acionado para conter as chamas, mas o ônibus ficou completamente destruído. Além disso, três veículos estacionados próximos ao local também sofreram danos devido ao calor intenso do incêndio.
A Polícia Civil (PCMG) abriu investigação para identificar os autores do crime. A Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp) foi questionada sobre as denúncias e possíveis medidas, mas ainda não se manifestou.