Macaulay Culkin lamenta morte de Catherine O'Hara de ‘Esqueceram de mim’
A canadense, referência da comédia, teve a morte noticiada nesta sexta-feira (30) após diagnóstico de uma doença não divulgada; Macaulay Culkin prestou homenagem nas redes
Os preços do leite e de seus derivados vêm caindo há meses, mas o movimento de baixa está perto do fim e a tendência, agora, é de retomada gradual dos valores ao longo das próximas semanas.
Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da USP, o leite pago ao produtor acumulou desvalorização de 25,8% em 2025. A queda, porém, nem sempre chega de forma imediata e integral às gôndolas dos supermercados, o que ajuda a explicar a diferença entre o comportamento do campo e o do varejo.*
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) de janeiro, considerado uma prévia da inflação oficial, mostrou recuo de 1,29% no custo médio dos laticínios em relação a dezembro de 2025. Leite e derivados estão entre os itens que mais têm contribuído para segurar a inflação dos alimentos neste início de ano.
As maiores quedas no IPCA-15 foram registradas no requeijão (-2,75%) e na manteiga (-2,72%), seguidos pelo leite longa vida (-1,88%) e pelo leite em pó (-1,01%). O queijo também teve deflação, de 0,54%. Já o iogurte foi o único produto do grupo a apresentar alta, com avanço de 0,67%.
Os dados do Cepea indicam que o preço do leite ao produtor acumulou nove meses consecutivos de recuo em 2025. A média anual, de R$ 2,5617 por litro, ficou 6,8% abaixo da registrada em 2024, reflexo principalmente do aumento da oferta de lácteos e do elevado volume de estoques de derivados.
A analista de agronegócio do Sistema Faemg Senar, Mariana Simões, aponta que o setor leiteiro enfrentou uma crise de preços na produção ao longo de 2025, com desvalorização progressiva por nove meses seguidos. Ela observa que a redução nos custos demorou a chegar ao consumidor, mas destaca que, no momento, os laticínios estão entre os produtos que mais contribuem para a queda da inflação dos alimentos.
Depois de um período prolongado de margens apertadas, os produtores esperam uma recuperação gradual dos preços com o fim do pico de oferta no campo. Dezembro e janeiro costumam concentrar maior produção de leite em razão do período chuvoso, que aumenta a disponibilidade de pastagens.
Em fevereiro é quando a gente já começa observar essa oferta um pouco mais enxuta no cenário nacional e, somada a isso, temos também importações que estão mais equilibradas nesse momento, principalmente devido aos baixos preços que estamos tendo do produto, que torna nosso leite mais competitivo em relação ao produto externo Mariana Simões
A analista da Faemg lembra que o Conselho Paritário Produtores/Indústrias de Leite do Estado de Minas Gerais (Conseleite-MG) indicou estabilidade para o preço do leite entregue em janeiro, a ser pago em fevereiro. A projeção para os próximos meses, entretanto, é de ajustes positivos, ainda que moderados, para o leite e seus derivados.
Mariana avalia que essa retomada deve começar entre meados de fevereiro e março, após o valor pago ao produtor ter atingido um patamar considerado piso para o setor. A oferta ainda elevada tende a limitar repasses mais fortes ao consumidor, mas, no campo, o movimento já é de início de recuperação dos preços.