Fachin discute com Moraes possibilidade de encerrar inquérito das fake news no STF
Presidente da Corte afirma que investigação aberta em 2019 pode entrar em nova fase e que é hora de avaliar o fim do procedimento
31/03/2026 às 16:44por Redação Plox
31/03/2026 às 16:44
— por Redação Plox
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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou que já discute com o relator Alexandre de Moraes e outros ministros a possibilidade de encerrar o chamado inquérito das fake news, aberto em 2019 e em andamento há seis anos.
Presidente do STF, Edson Fachin, indicou fim do inquérito das fake news
Foto: Ester Vargas/STF
A declaração foi feita nesta terça-feira (31/3), durante um balanço de sua gestão em seis meses à frente da Corte, em conversa com jornalistas no Salão Branco do Palácio do STF, em Brasília.
STF debate encerramento do inquérito
Ao tratar do tema, Fachin sinalizou que a investigação pode entrar em uma nova fase e indicou que é hora de avaliar o fim do procedimento.
Todo o remédio, a depender da dosagem, pode se transformar em veneno. (...) É o momento de pensar no encerramento desse tipo de atividadeEdson Fachin
Aberto em 2019, o inquérito teve papel central em apurações sobre ataques às instituições, incluindo a disseminação de desinformação e ameaças a ministros do STF. Fachin lembrou que foi relator da decisão que considerou a investigação constitucional e afirmou que ela cumpriu uma função relevante na proteção da democracia. Segundo ele, o diálogo sobre o encerramento já está em curso dentro do tribunal.
Gestão cita mais de 56 mil decisões em seis meses
No balanço apresentado, Fachin disse que o tribunal tomou mais de 56 mil decisões de outubro de 2025 a março de 2026. De acordo com ele, a gestão busca reforçar decisões colegiadas, em contraposição a despachos individuais — tema que vem sendo discutido internamente como forma de dar maior uniformidade às decisões do STF.
Polarização, pressão pública e o custo das decisões
O presidente do STF também afirmou que a Corte atua em um cenário de polarização e de oscilações na percepção pública sobre o tribunal, apontando que é natural não agradar a todos. Ele comparou o funcionamento das instituições a uma estrutura técnica, com falhas e acertos, e defendeu que o contribuinte avalie se o sistema opera de modo saudável, mesmo quando há problemas.