Haddad rebate Kassab e diz que governo Lula reduziu gasto tributário

Pré-candidato ao governo de SP pelo PT respondeu a críticas sobre carga de impostos durante painel do J. Safra Macro Day, em São Paulo

31/03/2026 às 09:43 por Redação Plox

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Fernando Haddad, rebateu críticas do presidente nacional do Partido Social Democrático (PSD), Gilberto Kassab, sobre a carga tributária durante a gestão do presidente Lula (PT). As declarações foram feitas em um painel no J. Safra Macro Day, evento do Banco Safra realizado em São Paulo nesta segunda-feira (30).

Fernando Haddad

Fernando Haddad

Foto: /Ministério da Fazenda


Haddad diz que governo reduziu o gasto tributário

No encontro, Haddad afirmou que o governo reduziu o gasto tributário e disse que houve apoio do Congresso para a adoção de medidas de corte nessa área.

Nós tivemos apoio do Congresso, pela primeira vez, numa agenda de corte de gasto tributário. Nós chegamos ao cúmulo de ter 8% do PIB de gasto tributário. Nós devemos ter conseguido reduzir isso para um pouco mais de 6% do PIB

Fernando Haddad

Na sequência, o petista disse que a equipe analisou incentivos fiscais e subvenções e levou projetos ao Congresso, para que os parlamentares dessem a palavra final sobre a manutenção ou não desses mecanismos.

Críticas de Kassab e resposta durante o evento

Haddad também mencionou declarações de Kassab sobre um suposto aumento de carga tributária e afirmou que o PSD apoiou projetos de corte de gasto tributário que, segundo ele, já não se justificavam. Ao comentar o tema, o ex-ministro disse que pretendia corrigir a avaliação feita pelo dirigente do PSD e citou a atuação do partido nas votações.

Mais cedo, ainda no evento do Banco Safra, Kassab havia criticado o governo Lula ao falar sobre a confirmação do lançamento da candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à Presidência da República pelo PSD. Na fala, Kassab citou temas como transparência, voto distrital e reforma administrativa, além de afirmar que não seria possível ampliar recursos para investir em infraestrutura com aumento da carga tributária. Ele também classificou como “brutal” o aumento de impostos, ao se referir aos governos de Lula.

AE

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