Lula confirma Alckmin na chapa da reeleição e diz que vice terá de deixar o MDIC
Em reunião ministerial no Planalto, presidente falou sobre desincompatibilização até 4 de abril e pediu que ministros evitem criar novos programas.
31/03/2026 às 14:29por Redação Plox
31/03/2026 às 14:29
— por Redação Plox
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BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou nesta terça-feira (31/3) que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) estará na chapa para a disputa da reeleição neste ano. Alckmin terá de deixar a chefia do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) para concorrer.
Anúncio foi feito em reunião ministerial no Planalto
A confirmação ocorreu durante uma reunião ministerial no Palácio do Planalto, na manhã desta terça, marcada pelo balanço da gestão e pela despedida de ao menos 14 ministros que devem disputar cargos eletivos.
Presidente Lula, durante encontro com Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin
Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República
O encontro acontece às vésperas do prazo legal para desincompatibilização: ocupantes de cargos no Poder Executivo precisam deixar as funções até 4 de abril para disputar o pleito. A exceção, segundo a regra citada no encontro, é para os cargos de presidente e vice-presidente.
Alckmin deixa o MDIC para permanecer na chapa
Alckmin acumula as funções de vice-presidente e de ministro do MDIC. Ele chegou a ser cotado como candidato ao Senado por São Paulo, mas, de acordo com o relato, sempre manifestou o desejo de continuar como vice de Lula.
O companheiro Alckmin que vai ter que deixar o MDIC. Ele vai ter que deixar porque ele será candidato a vice-presidente da República outra vez
Lula
Após a fala, o anúncio foi seguido de aplausos.
Pedido a ministros e crítica ao ambiente político
Na reunião, Lula também pediu aos ministros que deixarão os cargos para concorrerem que atuem para mudar a “promiscuidade” que, segundo ele, está presente na política nacional e internacional.
Na abertura, o presidente afirmou ainda que a política “piorou” e que a ocupação de cargos virou “negócio”, mencionando que, em muitos casos, os cargos passaram a ter “preço alto”.
Orientação para continuidade da máquina pública
Em seguida, Lula falou sobre feitos do governo e orientou que nenhum ministério crie novos programas. O pedido, segundo ele, é para concluir o que já foi feito, “para que a máquina siga funcionando sem nenhuma paralisia”.