Pesquisa indica que 90% dos brasileiros pretendem comprar chocolates na Páscoa, apesar de críticas aos preços
Levantamento do Instituto Locomotiva aponta intenção de compra de 148 milhões de consumidores e mostra que 69% consideram injusto o preço dos ovos em comparação a barras de mesmo peso
31/03/2026 às 16:51por Redação Plox
31/03/2026 às 16:51
— por Redação Plox
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Um levantamento do Instituto Locomotiva aponta que, mesmo com a percepção de preços elevados, 90% dos consumidores pretendem comprar chocolates na Páscoa neste ano. O percentual corresponde a 148 milhões de pessoas e representa um aumento de 4 pontos percentuais em relação a 2025, quando 86% declararam intenção de compra.
A pesquisa ouviu 1.557 brasileiros com 18 anos ou mais, em todo o país, entre 25 de fevereiro e 13 de março.
Consumidores ignoram preços elevados e devem sair as compras do cholate nesta páscoa.
Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil
Preço é visto como injusto, mas não freia a intenção de compra
Segundo o levantamento, 69% dos brasileiros consideram o preço dos ovos de Páscoa injusto quando comparado ao de barras de chocolate com o mesmo peso. Ainda assim, a intenção de compra se mantém alta — e é maior entre pessoas de renda mais elevada.
De acordo com a análise feita em parceria com a QuestionPro, pretendem comprar 95% das classes AB, 88% da classe C e 80% das classes DE. Entre entrevistados com filhos, 93% dizem que vão comprar produtos de Páscoa; entre os que não têm, o índice é de 82%.
69% dos brasileiros consideram o preço dos ovos de Páscoa injusto quando comparado ao de barras de chocolate com o mesmo peso.
Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil
Presentes, consumo próprio e critérios de escolha
Entre os consumidores que pretendem comprar chocolates, 69% afirmam que vão presentear. Já 67% dizem que vão comprar algum chocolate para consumo próprio, e 63% pretendem comprar ovos para si.
O preço aparece como o principal fator de escolha para 61% dos entrevistados, seguido por qualidade dos ingredientes (53%), tamanho do produto (44%), marca conhecida (43%) e variedade de sabores (40%). Também foram citados como relevantes a embalagem (29%), o conteúdo temático — como brindes e personagens (27%) — e opções para dietas especiais, como produtos sem lactose ou veganos (12%).
Outro dado destacado pela pesquisa é a preferência por produtos artesanais: 68% dizem optar por chocolates feitos por pequenos produtores.
Há uma busca crescente por produtos mais personalizados, com identidade e propósito. Esse movimento não só amplia as opções para o consumidor, como também fortalece o microempreendedor brasileiroRenato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva
Ovos lideram entre crianças; entre adultos, outros formatos ganham espaço
Os ovos seguem como a principal escolha quando o presente é voltado ao público infantil: 68% citam a preferência pelos ovos, ante 56% dos que mencionam chocolates em formatos tradicionais.
Entre os adultos, 66% pretendem presentear com ovos de Páscoa e 63% com formatos tradicionais. Ao serem perguntados sobre o que gostariam de ganhar, a proporção é a mesma para os dois formatos: 72%.
Produção e venda de chocolates crescem como alternativa de renda
O levantamento indica que 22% dos brasileiros pretendem produzir ou vender chocolates na Páscoa, o equivalente a 36 milhões de pessoas. Entre jovens de 18 a 29 anos, o índice sobe para 29%, e nas classes DE chega a 33%.
Em 2025, o percentual era de 19%, o que aponta crescimento do empreendedorismo e de oportunidades de geração de renda associadas à data.
Páscoa também é família, encontros e consumo além do chocolate
A pesquisa mostra que 82% dos brasileiros concordam que a Páscoa é um momento para estar com a família, o equivalente a 135 milhões de pessoas. Além disso, 77% afirmam participar de almoços ou encontros especiais, sendo que 52% se reúnem apenas com familiares e 42% com familiares e amigos.
Para 76% dos entrevistados, a Páscoa é um momento para presentear pessoas queridas. Além dos chocolates, 54% pretendem comprar alimentos para o almoço ou jantar, como peixes e sobremesas; 38% devem adquirir bebidas; 32% produtos infantis ou brinquedos temáticos; e 28% itens de decoração.