PF faz busca na casa de ex-assessor do STJ em investigação sobre venda de decisões
Operação em Brasília foi autorizada pelo ministro Cristiano Zanin, do STF; pedido de prisão preventiva foi negado
31/03/2026 às 10:38por Redação Plox
31/03/2026 às 10:38
— por Redação Plox
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A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (31) uma nova fase da investigação que apura a venda de decisões no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A ação mira o ex-assessor do tribunal Márcio José Toledo Pinto e prevê o cumprimento de mandado de busca e apreensão em sua residência, em Brasília.
Polícia Federal
Foto: • Marcelo Camargo/Agência Brasil
A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin. Segundo a PF, o investigado estaria tentando atrapalhar o andamento das apurações.
PF pediu prisão preventiva, mas ministro negou
Os investigadores solicitaram a prisão preventiva de Márcio José Toledo Pinto, mas o pedido foi negado por Zanin.
Metadados apontam elaboração de minutas, diz PF
De acordo com a Polícia Federal, a análise de metadados de arquivos digitais compartilhados entre investigados indicou que o então servidor Marcio Pinto, à época lotado no gabinete da ministra Isabel Gallotti, teria sido responsável pela elaboração de minutas indevidamente divulgadas.
Indiciamento e suspeita de organização criminosa
Na semana passada, ele foi indiciado pela PF por exploração de prestígio, violação de sigilo funcional e integrar organização criminosa. No relatório, a corporação afirma que há robustos indícios da existência de uma organização criminosa estruturada para negociar decisões judiciais, com atuação dentro e fora de tribunais, além de lavagem de dinheiro e tráfico de influência.
PF cita servidores, mas descarta participação de magistrados
Apesar de servidores de gabinetes de ministros como Og Fernandes, Isabel Gallotti, Nancy Andrighi e Moura Ribeiro serem mencionados, nessa conclusão parcial a PF descartou a participação de qualquer magistrado.