Trump impõe tarifa recorde ao Brasil em nova ofensiva comercial

Brasil lidera lista de países mais taxados pelos EUA; sobretaxa chega a 50%

Por Plox

31/07/2025 22h53 - Atualizado há cerca de 1 mês

Em uma medida que promete repercutir nos mercados internacionais, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na noite desta quinta-feira (31) um decreto que estabelece novas tarifas comerciais a dezenas de países, com o Brasil recebendo a mais alta das taxas impostas.


Imagem Foto: Divulgação


O documento, divulgado oficialmente nesta quinta, estabelece tarifas que variam entre 10% e 41% para a maioria das nações, com destaque negativo para a Síria, que enfrentará uma alíquota de 41%. Contudo, o Brasil foi incluído numa decisão separada, assinada um dia antes, na quarta-feira (30), que determina uma taxa de 50% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA — o maior índice registrado entre todos os países listados.



De acordo com o governo americano, os países afetados apresentam déficits comerciais significativos com os Estados Unidos, justificando as medidas protecionistas. Entre os que também enfrentam tarifas elevadas estão Laos e Mianmar, com 40%, Suíça com 39%, além de Iraque e Sérvia, ambos com 35%.


Em outra frente, Washington optou por aumentar em 5%, passando para 15%, as tarifas aplicadas a produtos vindos da Costa Rica, Bolívia e Equador. Já Venezuela e Nicarágua permanecem com as taxas previamente definidas: 15% e 18%, respectivamente.


A União Europeia, junto de parceiros comerciais relevantes como Japão e Coreia do Sul, passará a enfrentar uma tarifa fixa de 15%. O mesmo percentual será aplicado a diversos outros países da África, Ásia e Oceania.



A lista completa da nova política tarifária é extensa e inclui também Brunei, Índia, Cazaquistão, Moldávia, Tunísia, Bangladesh, Sri Lanka, Taiwan, Vietnã, Camboja, Indonésia, Malásia, Paquistão, Filipinas e Tailândia, todos com taxas que variam entre 19% e 25%.


\"As medidas visam corrigir distorções históricas nas nossas relações comerciais e proteger os trabalhadores americanos\", justificou Trump ao assinar a ordem executiva

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A decisão deve gerar repercussões imediatas no setor produtivo brasileiro, especialmente nas áreas de exportação e agronegócio. Analistas preveem impactos econômicos diretos, além de tensões diplomáticas entre Brasília e Washington.



Com essa nova ofensiva tarifária, o governo americano reforça sua postura protecionista, intensificando barreiras comerciais mesmo diante de críticas de aliados e do setor empresarial internacional.


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