STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
Um vídeo gravado por um morador da cidade de Lagoa Santa, na região metropolitana de Belo Horizonte-MG, mostra o momento em que um jacaré tenta morder um homem. De acordo com o indivíduo que levou o susto, ele estava pegando na cauda do animal silvestre para direcioná-lo de volta à lagoa Central.
Nas imagens é possível ver outras pessoas perto do réptil. Jadir Martins é o homem que aparece mexendo com o jacaré. Ele disse em entrevista ao Estado de Minas que já teve outras experiências com o animal em outras ocasiões. “Tenho experiência em manejar jacaré, aprendi quando era jovem. Nesse dia, tentei por três vezes levar o Alfredo de volta para a lagoa, mas ele estava muito teimoso. Com a ajuda da Polícia Militar de Meio Ambiente de Lagoa Santa conseguimos voltar com ele.", disse.
Jadir contou que tomou a atitude com a intenção de proteger os filhotes de cães de uma residência que o jacaré tentava invadir para se alimentar. “Sou uma espécie de cuidador do Alfredo e da sua família, que já tem uma fêmea e quatro filhotes. Costumo alimentá-los com restos de carne bovina, ele também se alimenta de filhotes de capivara, mas acho que estava enjoado de comer e foi experimentar um novo cardápio”.

De acordo com Marcos Coutinho, biólogo do ICMBio e coordenador do programa de cooperação entre o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios (RAN) e a UFMG, o ato dos moradores alimentarem o réptil é inadequado. O correto seria, além de não alimentar, não mexer com o animal e deixá-lo à vontade no ambiente.
“Ele é um animal silvestre, ele faz parte da fauna, ele não é um animal de criatório O jacaré está no ambiente dele, ele está lá antes de existir a cidade, ele faz parte antes da paisagem urbana existir, nós temos que aprender a conviver com a nossa fauna”, afirmou.
O biólogo acrescentou que ao ser tocado na cauda, o jacaré tem o costume de se proteger, achando que é uma ameaça. “Morde e não solta mais. Ele tem uma boca composta de muitos microrganismos, um acidente indesejável que pode causar lesões graves”.