Marcos Silas, apontado como chefe do Cartel do Sul, morre em Brasília (DF)

Secretaria Nacional de Políticas Penais informou que a morte na Penitenciária Federal de Brasília foi registrada como suicídio.

31/08/2026 às 15:41 por Redação Plox

Marcos Silas Neves de Souza, de 42 anos, morreu na manhã de domingo (30) na Penitenciária Federal de Brasília, no Distrito Federal. Apontado por investigações como uma das lideranças do tráfico de cocaína no Brasil e como chefe do Cartel do Sul, ele estava custodiado no local. A Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) informou que o caso foi registrado como suicídio


Marcos Silas, apontado como líder do Cartel do Sul, é encontrado morto em presídio federal de Brasília

Foto: Penitenciária Federal de Brasília


De acordo com a secretaria, o detento foi encontrado inconsciente em sua cela durante a primeira movimentação do dia, realizada para revista e distribuição de alimentos. A equipe de atendimento foi chamada, mas confirmou a morte. Os órgãos competentes receberam comunicação sobre o ocorrido, e os procedimentos relacionados ao caso seguem em andamento. Não foram divulgadas informações adicionais sobre as circunstâncias do óbito.

Preso era apontado como líder do Cartel do Sul

Conhecido como Patrão e Amigo, Marcos Silas era citado nas investigações como ex-integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC). Depois de deixar a facção, teria assumido o comando do Cartel do Sul, grupo com presença sobretudo no Paraná e apontado como aliado do Comando Vermelho.


Preso era apontado como líder do Cartel do Sul

Foto: Reprodução/Polícia Civil SP


Ele estava preso desde 2021, quando foi localizado em uma clínica de cirurgia plástica próxima à Avenida Paulista, em São Paulo. Segundo informações divulgadas naquela ocasião pela Polícia Civil do Paraná, preparava-se para passar por um procedimento destinado a modificar a própria aparência. No momento da prisão, também usava documentos falsos.

Apuração apontou imóveis usados para lavar dinheiro

Documentos do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), mencionados pelo Metrópoles, indicaram que o grupo atribuído a Marcos Silas planejava instalar uma base operacional em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo


Apuração apontou imóveis usados para lavar dinheiro

Foto: Reprodução


A mesma apuração apontou a aquisição de imóveis como mecanismo para ocultar recursos obtidos com o tráfico de drogas. Ao menos 260 apartamentos teriam sido comprados no ano em que ele foi preso.

Em 2022, Marcos Silas deixou o sistema penitenciário do Paraná e foi levado para uma unidade federal de segurança máxima em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Posteriormente, foi transferido para Brasília, onde morreu. A Senappen reiterou que as autoridades foram acionadas, sem apresentar outros detalhes sobre o caso.

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