Dólar fica perto da estabilidade e Ibovespa cai com cautela em meio à alta do petróleo

Brent e WTI avançam no exterior com tensões envolvendo EUA, Irã e Israel no Líbano; no Brasil, ativos de risco sentem a pressão e o mercado acompanha possíveis efeitos sobre inflação, juros e fluxo de capitais.

01/06/2026 às 11:50 por Redação Plox

Dólar fica perto de R$ 5,04 e Bolsa recua com incerteza sobre acordo entre EUA e Irã

O dólar comercial operava perto da estabilidade nesta segunda-feira (1º), enquanto a Bolsa brasileira recuava, em um dia marcado pela cautela dos investidores diante das negociações entre Estados Unidos e Irã e da nova alta do petróleo no mercado internacional.

Dólar fica perto da estabilidade e Ibovespa cai com cautela em meio à alta do petróleo

Foto: iStocK


Mercado financeiro

Na cotação consultada nesta segunda, o dólar comercial era negociado a R$ 5,040, em leve queda de 0,05%. Já o Ibovespa, principal índice da B3, recuava 0,51%, aos 172.895 pontos. A movimentação reflete um cenário de menor apetite por risco, com investidores acompanhando os efeitos da tensão no Oriente Médio sobre commodities e inflação global.

O petróleo voltou a subir com força no exterior. Segundo a Reuters, o Brent avançava 3,8%, a US$ 94,55 o barril, enquanto o WTI subia 4,4%, a US$ 91,23, em meio à troca de ataques entre EUA e Irã e ao avanço de Israel no Líbano. A alta da commodity tende a aumentar a pressão sobre mercados emergentes e pode afetar expectativas para combustíveis e juros.

Impasse no Oriente Médio

As conversas entre Washington e Teerã seguem sem definição. O governo iraniano condiciona um eventual acordo ao respeito ao que chama de “direitos” do país, incluindo o desbloqueio de ativos congelados e a discussão sobre sanções. Do lado americano, Donald Trump tem defendido que qualquer pacto inclua garantias de que o Irã não desenvolverá armas nucleares e a reabertura do Estreito de Ormuz.

O estreito é uma das rotas mais sensíveis para o comércio global de petróleo e gás. A possibilidade de prolongamento das restrições na região mantém os preços do petróleo pressionados, mesmo com sinais contraditórios sobre a continuidade das negociações diplomáticas.

Reflexo no Brasil

No mercado brasileiro, a combinação de petróleo mais caro, tensão geopolítica e cautela externa pesa sobre ativos de risco. A Bolsa cai mesmo com o apoio de ações ligadas ao setor de petróleo, enquanto o dólar segue em baixa marginal, sem direção firme ao longo do pregão.

A agenda econômica mais esvaziada nesta segunda deixa o noticiário internacional no centro das atenções. Investidores seguem monitorando novas declarações de EUA, Irã e Israel, além de possíveis impactos da alta do petróleo sobre inflação, juros e fluxo de capitais para países emergentes.

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a