PT-MG critica clã Bolsonaro após EUA incluírem PCC e Comando Vermelho em listas de terrorismo
Resolução aprovada em Belo Horizonte chama a medida anunciada por Marco Rubio de afronta à soberania brasileira e defende combate ao crime organizado sem intervenção externa. No mesmo documento, o diretório estadual propõe abrir debate interno para candidatura própria ao governo de Minas em 2026.
01/06/2026 às 10:58por Redação Plox
01/06/2026 às 10:58
— por Redação Plox
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O PT de Minas Gerais entrou na disputa política aberta pela decisão do governo dos Estados Unidos de incluir o PCC e o Comando Vermelho em listas de terrorismo. Em resolução sobre a tática eleitoral no estado, aprovada em Belo Horizonte, o partido criticou o clã Bolsonaro e afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro teve quatro anos de mandato para adotar uma medida semelhante, mas não o fez.
PT de Minas provoca clã Bolsonaro após medida dos Estados Unidos contra PCC e CV
Foto: crédito: Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE
Documento mira eleição em Minas
A manifestação aparece no mesmo documento em que o diretório estadual defende a abertura imediata de debate interno para construir uma candidatura própria ao governo de Minas Gerais em 2026. A decisão foi tomada após Rodrigo Pacheco não se apresentar como candidato ao Palácio Tiradentes, cenário que levou a sigla a reorganizar a estratégia para manter um palanque forte para Lula no segundo maior colégio eleitoral do país.
Medida dos EUA virou munição política
A decisão norte-americana foi anunciada pelo secretário de Estado Marco Rubio. O Departamento de Estado informou que PCC e Comando Vermelho foram designados como
terroristas globais especialmente designados
e que a classificação como Organizações Terroristas Estrangeiras passa a valer em 5 de junho de 2026.
No documento, o PT-MG afirma que a medida dos Estados Unidos representa uma afronta à soberania brasileira e pode criar instrumentos de
pressão política, econômica e diplomática sobre o Brasil.
A sigla também associa a ofensiva a setores da direita brasileira e sustenta que o combate ao crime organizado deve ocorrer sem intervenção externa.
Flávio Bolsonaro celebrou decisão
A medida aumentou a tensão entre governo e oposição porque Flávio Bolsonaro esteve nos Estados Unidos e defendeu a classificação das facções como terroristas. Reportagem da Reuters registrou que o senador disse ter pedido a medida em reunião em Washington, onde também se encontrou com Marco Rubio.
A reação do governo Lula foi crítica. O assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Celso Amorim, afirmou que a cooperação internacional contra lavagem de dinheiro e tráfico de armas é bem-vinda, mas rejeitou qualquer uso do tema como pretexto para intervenção no Brasil.
Disputa deve seguir em Minas
No plano estadual, o PT-MG tenta transformar a resolução em ponto de partida para a construção de uma candidatura própria ao governo de Minas. O partido também reafirmou como prioridades a reeleição de Lula, a candidatura de Marília Campos ao Senado e a ampliação das bancadas federal e estadual da legenda e de aliados.