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Shirley Manacês, ex-sargento da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), e seu advogado Berlinque Cantelmo denunciaram episódios de assédio sexual e um processo administrativo "irregular" que resultou na sua demissão. Em entrevista ao Estado de Minas, Manacês revelou que sofreu assédio desde que entrou na corporação em 2014.

Shirley foi demitida após a publicação de vídeos em que dançava na plataforma Bigo Live em 2019. Segundo Cantelmo, especialista em direito militar, a demissão ocorreu com base em um código de ética que ele considera aplicado de forma irregular. Ele também salienta que os vídeos não têm conotação sexual. Cantelmo diz desconfiar de que algum agente infiltrado da corregedoria da PM tenha descoberto a identidade de Shirley na plataforma.
Manacês afirma que o assédio sexual era recorrente na PMMG. A ex-policial detalhou situações desde o início de sua carreira até eventos mais recentes, onde militares a trataram de forma inadequada. Ela relata não ter feito denúncias anteriores por medo de represálias.
Um ponto crucial levantado por Cantelmo é que, antes da demissão de Shirley, um médico da Polícia Militar havia diagnosticado a ex-sargento com depressão, recomendando seu afastamento por no mínimo 60 dias. Além disso, Cantelmo aponta que houve inconsistências e falta de critério no processo, destacando que outros militares em situações semelhantes não foram demitidos.
A PMMG, por meio de nota, afirmou que foi seguido o devido processo legal e que Shirley Manacês teve direito ao contraditório e à ampla defesa.
O advogado da ex-policial planeja entrar com um recurso junto ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais. O processo judicial pode durar até dois anos, segundo estimativas de Cantelmo.
Ao trazer à tona denúncias de assédio e questionar a regularidade do processo que levou à sua demissão, Shirley Manacês e seu advogado esperam lançar luz sobre práticas questionáveis dentro da Polícia Militar de Minas Gerais.