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    Partidos brasileiros perdem 620 mil filiados em quatro anos

    Apenas o MDB perdeu mais de 260 mil apoiadores no período, mas continua sendo a legenda com maior número de adeptos

    Por Plox

    02/01/2022 12h11 - Atualizado há 19 dias

    A poucos meses de uma das maiores disputas eleitorais, os partidos políticos brasileiros perderam a confiança de 619.052 eleitores, que se desfiliaram das legendas nos últimos quatro anos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    Em novembro de 2021, último mês com dados divulgados pelo tribunal, 16.090.180 eleitores estavam filiados a algum dos 33 partidos registrados na Justiça Eleitoral. Este número é 3,7% a menos que o registrado em novembro de 2017, quando 16.709.232 filiados estavam registrados nas legendas.
     

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    Os números mostram uma pequena queda de interesse dos brasileiros pelos partidos políticos em períodos que antecedem eleição presidencial.

     

    Em 2013, poucos meses antes da eleição de 2014, 15.264.775 pessoas estavam filiadas. Depois daquela disputa vencida por Dilma Rousseff (PT), as diversas manifestações contra os governos petistas levaram a uma maior participação nas agremiações políticas. No período, os novos filiados optavam por partidos de direita.

    Entre partidos de pré-candidatos à Presidência, MDB tem maior número de desfiliações e Podemos é o que mais ganhou

    A disputa pela principal cadeira da República tem, até agora, 12 pré-candidatos. Destes, apenas Aldo Rebelo está sem partido. Ao analisar o número de eleitores filiados entre estas legendas, o MDB da senadora Simone Tebet (Mato Grosso do Sul) passou de 2.396.880 filiados para 2.128.305. Uma queda de 268.575 adeptos do partido.

    No entanto, o MDB continua sendo o maior do Brasil e o único acima de dois milhões de filiados.

    Na sequência, o PDT de Ciro Gomes perdeu 113.472 apoiadores. Em quatro anos, os pedetistas caíram de 1.255.726 para 1.152.254 filiados. Já o PSDB do pré-candidato João Doria caiu de 1.456.534 para 1.354.706, uma diferença negativa de filiados em 101.828 eleitores.

    O partido que abrigou recentemente o presidente Jair Bolsonaro, o PL, perdeu 36.634 filiados. Em 2017, quando ainda se chamava PR, contava com militância de 798.274 pessoas. Agora, 761.640. Por fim, o Cidadania que tem como pré-candidato o senador Alessandro Vieira (Sergipe) perdeu 27.587 adeptos em quatro anos. O partido, que em 2017 se chamava PPS, caiu de 481.173 para 453.586 membros.

    Entre os partidos que mais ganharam filiados em quatro anos, o Podemos, do recém-filiado Sergio Moro, ganhou 245.810 filiados. De 162.165 para 407.975 membros.

    Já o PSD, que recebeu recentemente o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, está com saldo positivo de 82.189 adeptos (323.602 para 405.791).

    O Avante do pré-candidato André Janones saltou de 184.965 para 218.324 (33.359 filiados a mais). O PT, que deve ter Luiz Inácio Lula da Silva na disputa pela Presidência da República, ganhou 21.267 filiados em quatro anos. Os petistas passaram de 1.585.958 para 1.607.225 apoiadores. Por fim, o Novo saiu de 13.844 membros para 32.354, o que representa aumento de 18.510 eleitores filiados.

    O Unidade Popular (UP) foi registrado em dezembro de 2019. Este é o partido mais novo do Brasil. Atualmente, a legenda conta com 2.613 filiados. Na eleição deste ano, Leonardo Perícles deve disputar para presidente pelo partido.

    Fonte: https://www.otempo.com.br/politica/partidos-brasileiros-perdem-620-mil-filiados-em-quatro-anos-1.2590591
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