Polícia Civil investiga desaparecimento de bebê após pais apresentarem versões divergentes em Ipatinga

Ocorrência foi registrada em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte; uma das narrativas cita Ipatinga, no Vale do Aço, e a criança ainda não foi localizada.

02/06/2026 às 06:41 por Redação Plox

A Polícia Civil de Minas Gerais investiga o desaparecimento de um bebê nascido em setembro de 2025, após os pais da criança apresentarem versões divergentes sobre o paradeiro do filho. A ocorrência foi registrada em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, mas uma das narrativas apresentadas pelo casal cita Ipatinga, no Vale do Aço. Inicialmente, o caso foi tratado como abandono de incapaz.

Polícia Civil investiga desaparecimento de bebê após pais apresentarem versões divergentes em Ipatinga

Foto: Reprodução


Amigos acionaram a polícia

A situação chegou às autoridades depois que pessoas próximas ao casal estranharam mensagens enviadas pela mãe, de 31 anos, nos dias 26 e 27 de maio. Ela teria informado que o bebê havia morrido, mas apresentou explicações diferentes para a suposta morte. Em uma delas, disse que a família foi atacada por um cobrador de dívidas. Em outra, apontou o companheiro como responsável por agressões contra a criança.

Quando a Polícia Militar foi até o imóvel onde o casal estava, em Lagoa Santa, os militares encontraram a casa em situação de desordem, com bebidas alcoólicas e sinais associados ao uso de drogas, conforme registro da ocorrência. O homem, de 38 anos, e a mulher teriam admitido uso de entorpecentes e apresentavam comportamento alterado no momento da abordagem.

Versões citam morte em Ipatinga

Durante os relatos aos policiais, a mãe mudou novamente a versão. Ela afirmou que a família teria deixado Belo Horizonte por ameaças ligadas ao tráfico de drogas e que uma terceira mulher teria matado o bebê em Ipatinga, em novembro de 2025, como forma de retaliação. Depois, segundo a ocorrência, ela passou a sustentar que a criança teria morrido enquanto dormia ao lado dos pais e que uma cuidadora teria levado o corpo.

O pai também apresentou uma versão sobre a suposta morte. Conforme o relato dele registrado pelas autoridades, a mãe teria dado clonazepam ao bebê para fazê-lo dormir e a dose teria sido excessiva. Ainda segundo essa narrativa, após perceberem que a criança estava sem vida, o casal teria entregado o corpo a uma mulher que ajudava nos cuidados do recém-nascido, e ela o teria descartado em um rio. A informação é tratada como versão apresentada à polícia e ainda depende de investigação.

Criança ainda não foi localizada

Na residência em Lagoa Santa, os policiais encontraram a certidão de nascimento e documentos hospitalares do bebê, mas não localizaram roupas infantis, vestígios de sangue ou outros indícios da presença recente da criança no imóvel. Diante das contradições e da falta de informação concreta sobre o paradeiro do bebê, os pais foram encaminhados à delegacia.

Em posicionamento divulgado nesta segunda-feira (1º), a Polícia Civil informou que os conduzidos foram ouvidos e liberados porque, no momento da apresentação à autoridade policial, não havia situação de flagrante delito caracterizada. A investigação segue sob responsabilidade da Delegacia de Polícia Civil em Lagoa Santa, com diligências para localizar a criança, esclarecer o que ocorreu e identificar eventuais envolvidos.

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