Flávio Bolsonaro diz que pediu a Trump para poupar empresas brasileiras de tarifa de 25% proposta pelos EUA

Senador afirmou que tratou do tema com Donald Trump e integrantes do governo americano após proposta do USTR; medida ainda estaria em fase de proposta, segundo ele.

02/06/2026 às 09:42 por Redação Plox

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência em 2026, afirmou nesta terça-feira (2) que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o governo americano não aplique tarifas contra empresas brasileiras, em meio a uma proposta de taxação de 25% sobre produtos do Brasil anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês).

Segundo Flávio, a medida ainda estaria em fase de proposta e poderia passar a valer a partir de julho

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil


A declaração foi dada em entrevista à Rádio Itatiaia. Flávio disse ter tratado do assunto em encontros com Trump e integrantes do governo americano, citando também o vice-presidente J.D. Vance e o secretário de Estado Marco Rubio.

A proposta do USTR foi divulgada após a conclusão de uma investigação comercial baseada na Seção 301, que avalia práticas consideradas pelos EUA como prejudiciais ao comércio americano. Reportagens publicadas nesta terça (2) apontam que o documento menciona, entre os pontos analisados, críticas ao PIX no campo de pagamentos eletrônicos, além de tópicos como desmatamento ilegal e efetividade de medidas anticorrupção.

O que está em jogo e quais são os próximos passos

Segundo Flávio, a medida ainda estaria em fase de proposta e poderia passar a valer a partir de julho, o que abriria espaço para negociação diplomática do governo brasileiro antes de eventual entrada em vigor.

O USTR já havia anunciado em 2025 a abertura de uma investigação contra o Brasil sob a Seção 301, mecanismo que pode embasar ações comerciais retaliatórias, como tarifas adicionais. A evolução do caso e o cronograma de consultas e decisões ficam sob condução das autoridades americanas, enquanto o Brasil acompanha os desdobramentos por canais oficiais.

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