Monique diz no júri que foi dopada por Jairinho na noite da morte de Henry Borel
Em depoimento no Rio de Janeiro, ela afirmou acreditar que tomou um remédio dado por ele e só acordou mais tarde; julgamento está no 9º dia.
02/06/2026 às 12:54por Redação Plox
02/06/2026 às 12:54
— por Redação Plox
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Em depoimento ao júri que apura a morte de Henry Borel, a professora Monique Medeiros afirmou nesta terça-feira (02/06/2026), no Rio de Janeiro, que acredita ter sido dopada por Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, na noite em que o menino morreu, em março de 2021. Segundo ela, o então companheiro costumava oferecer comprimidos e, no dia do caso, ela teria dormido após ingerir um remédio dado por ele e só acordou mais tarde, quando foi chamada para ver o filho.
Monique diz no júri que foi dopada por Jairinho na noite da morte de Henry Borel
Foto: Reprodução
No relato prestado em plenário, Monique descreveu que viu Henry na madrugada do dia 08/03/2021 já em situação crítica, com sinais de que não reagia, e que Jairinho repetia que a criança não conseguia respirar. Ela disse que o menino foi levado ao hospital Barra D’Or, onde equipes tentaram reanimá-lo por horas, mas o óbito foi declarado por volta das 5h30.
Relato de “comprimido no vinho” e versão de relacionamento abusivo
Monique declarou que passou a acreditar que teria sido dopada porque, segundo ela, Jairinho insistia para que ela dormisse e chegou a colocar um comprimido na taça de vinho. Ainda no interrogatório, ela afirmou ter vivido episódios de agressão e controle no relacionamento, incluindo uma situação em que disse ter sido enforcada após uma crise de ciúmes.
A ré também relatou, no depoimento, que ouviu do filho episódios anteriores de violência atribuídos a Jairinho, como tapas e empurrões, mas sustentou que não tinha certeza do que ocorria quando não estava presente. Ela mencionou mudanças no comportamento de Henry, como tristeza e reações físicas quando o então padrasto se aproximava, e afirmou que buscou ajuda profissional para entender os sinais.
Ordem dos interrogatórios e próximos passos do julgamento
O júri chegou ao 9º dia com a fase de interrogatório dos réus. Uma decisão da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio determinou que Jairinho só seja ouvido após o depoimento de Monique, a pedido da defesa dele, por envolver versões conflitantes sobre a autoria dos crimes.
Após os interrogatórios, o julgamento entra na etapa de debates entre acusação e defesa, seguida da votação dos quesitos pelos jurados e, ao final, da sentença com eventual dosimetria das penas, conforme o rito do Tribunal do Júri.