Polícia Civil do Rio prende homem em operação contra venda clandestina de “canetas emagrecedoras”

Ação teve mandados de busca e apreensão em Ramos e Vargem Pequena, na capital fluminense. Investigação aponta anúncios e vendas por aplicativos de mensagens, sem comprovação de procedência e fora de canais autorizados.

02/06/2026 às 09:25 por Redação Plox

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu um homem durante uma ação contra a venda clandestina de medicamentos usados para emagrecimento, conhecidos como “canetas emagrecedoras”. A operação foi realizada nessa segunda-feira (1º), com mandados de busca e apreensão em Ramos, na Zona Norte, e em Vargem Pequena, na Zona Sudoeste da capital fluminense.

Venda ilegal de canetas emagrecedoras leva à prisão de homem no Rio.

Foto: Redes Sociais


Venda pelas redes sociais

A investigação da Delegacia de Roubos e Furtos começou após informações de inteligência indicarem que um homem anunciava e vendia os produtos por aplicativos de mensagens, sem comprovação de procedência e fora dos canais autorizados. Segundo a Polícia Civil, o objetivo da ação foi interromper a comercialização irregular de substâncias de uso controlado, oferecidas sem controle sanitário. 


Desde junho de 2025, farmácias e drogarias devem reter receitas de medicamentos agonistas GLP-1, como Ozempic, Mounjaro e Wegovy.

Foto: Redes Sociais


Durante as diligências, os agentes apreenderam medicamentos, um computador, registros comerciais e documentos que podem ajudar a identificar a origem dos produtos e a rede de distribuição. A polícia apura se outras pessoas participavam da cadeia clandestina de venda.

Tirzepatida e retatrutida

As apurações apontaram a oferta de substâncias como tirzepatida e retatrutida, medicamentos de alto valor e que exigem prescrição e acompanhamento médico. As publicações, segundo a investigação, indicavam estoque disponível, preços e pronta entrega, características de uma atividade comercial contínua.

A Anvisa já havia determinado a apreensão e a proibição de produtos irregulares à base de tirzepatida e retatrutida, sem registro sanitário. A agência afirma que, por serem itens de origem desconhecida, não há garantia sobre conteúdo, qualidade ou segurança.

Controle mais rígido

Desde junho de 2025, farmácias e drogarias devem reter receitas de medicamentos agonistas GLP-1, como Ozempic, Mounjaro e Wegovy. A venda só pode ocorrer com prescrição em duas vias e retenção da receita pelo estabelecimento, medida adotada após o aumento de eventos adversos relacionados ao uso fora das indicações aprovadas.

A Anvisa também vem ampliando ações de fiscalização contra a importação, manipulação e venda irregular desses medicamentos. Em abril, o órgão anunciou medidas para reforçar a segurança de pacientes e combater problemas como falta de esterilidade, deficiência no controle de qualidade e uso de insumos sem identificação adequada de origem e composição.

As investigações no Rio seguem para rastrear fornecedores, verificar a procedência das canetas apreendidas e identificar outros possíveis envolvidos na distribuição clandestina.

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