Ministério da Saúde suspende vacina contra a dengue do Butantan; duas mortes são investigadas
Medida temporária mira investigação de casos graves; pasta afirma que não há conclusão de que 42 reações adversas tenham sido causadas pelo imunizante
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) ofereceu denúncia criminal contra um morador de Tatuí (SP) por suspeita de injúria racial e calúnia contra a vereadora Cíntia Yamamoto Soares (PP). O caso envolve ofensas e acusações divulgadas durante sessões da Câmara e também por mensagens e áudios em aplicativos, segundo relato da parlamentar.
Vereadora registra denúncia contra morador após ser alvo de repetidas ofensas em sessões e nas redes sociais.
Foto: Reprodução/Câmara de Tatuí
De acordo com as informações divulgadas na reportagem que deu origem ao material encaminhado à redação, um dos áudios atribuídos ao investigado traz a expressão “japonesinha do Paraguai”, além de acusações de que a vereadora teria cometido peculato — crime que envolve desvio ou apropriação de bem público por agente que tem acesso em razão do cargo.
Na ação, o Ministério Público afirma que o homem praticou injúria motivada pela raça da vereadora.
Foto: Reprodução
Conforme informado, o investigado foi citado em 4 de maio, ocasião em que a defesa apresentou manifestação preliminar. Após análise, o MP manteve a denúncia, e uma audiência de instrução e julgamento foi marcada para 27 de julho.
As informações também apontam que a denúncia foi aceita pela Justiça em 2 de março de 2026. Procurada, a defesa negou a prática criminosa e sustentou que o conteúdo digital precisa ser analisado tecnicamente e no contexto, afirmando que qualquer conclusão antes da instrução seria precipitada.
Em conversa em grupo de mensagens, homem chama vereadora de japonesinha do Paraguai.
Foto: Reprodução
À reportagem, Cíntia Yamamoto afirmou confiar na Justiça e disse considerar o episódio um caso de violência política de gênero. Ela relatou que o alvo das ofensas seria ela, e que os ataques teriam ocorrido de forma recorrente no ambiente legislativo e nas redes.
Em página institucional da Câmara Municipal, Cíntia Yamamoto aparece como vereadora do PP na legislatura 2025–2028. Ela integra comissões no período 2025/2026, conforme registro público do Legislativo municipal.
Vereadora faz parte da Câmara Municipal de Tatuí (P).
Foto: Divulgação/Câmara de Tatuí
No Brasil, a injúria racial foi equiparada ao crime de racismo pela Lei Federal nº 14.532/2023, que alterou a legislação sobre crimes resultantes de preconceito. O Supremo Tribunal Federal também já consolidou entendimento de que a injúria racial se enquadra no âmbito do racismo, com repercussões como a imprescritibilidade.
O processo deve seguir para a fase de instrução, quando provas e depoimentos são analisados, e a Justiça define os próximos encaminhamentos.