Justiça mantém presos mãe e padrasto suspeitos de matar bebê de 1 ano em Sorocaba
Casal de 21 anos teve a prisão em flagrante convertida em preventiva após a morte de Miguel Franco da Silva, de 1 ano e 2 meses; caso é investigado como homicídio doloso e ambos negam agressões.
03/06/2026 às 09:13por Redação Plox
03/06/2026 às 09:13
— por Redação Plox
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A Justiça de São Paulo converteu em prisão preventiva a detenção em flagrante de uma mulher e do companheiro dela, ambos de 21 anos, suspeitos pela morte de um bebê de 1 ano e 2 meses em Sorocaba (SP). At criança, identificada como Miguel Franco da Silva, deu entrada já sem vida no Pronto Atendimento (PA) da Zona Norte na noite de segunda-feira (01/06), e o caso é investigado como homicídio doloso. Os suspeitos negam as agressões.
Unidade de Atendimento Pré-Hospitalar na Zona Norte de Sorocaba (SP).
Foto: Divulgação
Conforme o boletim de ocorrência citado em reportagens publicadas nesta semana, a equipe do resgate foi acionada por volta das 22h após a informação inicial de que o bebê teria se engasgado. No atendimento, profissionais tentaram reanimar a criança, mas o óbito foi confirmado; a avaliação preliminar indicada no registro aponta que Miguel já estaria morto havia cerca de uma hora antes do chamado de socorro.
Marcas de violência e suspeita de abuso
O registro policial aponta que o bebê apresentava ferimentos e sinais compatíveis com agressões, incluindo lesões na cabeça, marcas de mordida nos lábios e ferimentos no nariz, orelhas e dedos, além de lesão grave na região anal e afundamento craniano. Ainda segundo o documento, uma das médicas envolvidas no atendimento passou mal ao ver a gravidade das lesões e precisou ser medicada.
Também de acordo com a ocorrência, havia indícios que reforçaram a suspeita de violência no ambiente doméstico: a mãe teria lesões nas mãos consideradas compatíveis com agressões, e o padrasto foi descrito com manchas de sangue na roupa. A perícia, ainda segundo o registro, encontrou manchas de sangue em diversos cômodos do imóvel onde o bebê vivia.
O que dizem os suspeitos e próximos passos
À polícia, a mãe e o padrasto negaram as agressões e sustentaram que os machucados teriam sido provocados pela própria criança, segundo informações reproduzidas por veículos que acompanharam o caso. A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil.
Após a decisão judicial, os dois foram encaminhados a unidades prisionais da região: ela para o presídio feminino de Votorantim e ele para a Penitenciária 2 de Sorocaba. O sepultamento do bebê ocorreu na tarde de terça-feira (02/06), no Cemitério Memorial Park, em Sorocaba.