Tarcísio diz que governo não interfere em operação sobre contrato do WiFi Livre SP e defende autonomia da Polícia Civil
Governador falou em Rio Claro (SP) após a Operação Wi-Fi Livre apurar suspeitas ligadas ao contrato da Prefeitura de São Paulo com o Instituto Conhecer Brasil; prefeitura afirma que o serviço segue funcionando.
03/06/2026 às 10:05por Redação Plox
03/06/2026 às 10:05
— por Redação Plox
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta terça-feira (02/06/2026) que o governo estadual não interfere nas investigações e operações conduzidas pela Polícia Civil, ao comentar a ação que apura suspeitas envolvendo o contrato do programa WiFi Livre SP, da Prefeitura da capital, com o Instituto Conhecer Brasil (ICB). A declaração foi dada durante agenda em Rio Claro (SP).
Tarcísio diz que governo não interfere em operação sobre contrato do WiFi Livre SP e defende autonomia da Polícia Civil.
Foto: Paulo Pinto/ Agência Brasil
A fala ocorreu um dia após o prefeito Ricardo Nunes (MDB) criticar a operação e sair em defesa da empresária Karina Ferreira da Gama, ligada ao ICB e também à produtora associada ao filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Karina da Gama é recebida pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) durante visita à sede da Prefeitura de São Paulo, no Centro
Foto: Reprodução
Na ocasião, Nunes chegou a sugerir que a investigação poderia configurar “perseguição política” caso estivesse relacionada ao projeto audiovisual.
Investigação apura contrato de internet sem fio entre ONG de Karina Gama e Prefeitura de SP.
Foto: Reprodução
Ao se manifestar sobre o tema, Tarcísio reforçou que a corporação atua como
instituição de Estado
e que a operação teria ocorrido no contexto de uma apuração em andamento. O caso envolve suspeitas sobre a execução do programa de internet gratuita em comunidades e áreas vulneráveis da cidade de São Paulo.
Operação e contrato sob apuração
A Operação Wi-Fi Livre, deflagrada na segunda-feira (01/06/2026), cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao instituto e também em estruturas da administração municipal, com apreensão de materiais como documentos e equipamentos eletrônicos, dentro de uma apuração sobre possíveis irregularidades no contrato. A investigação mira um acordo divulgado na imprensa como de R$ 108 milhões para a instalação e manutenção de pontos de acesso à internet.
Reportagens apontam que a apuração inclui suspeitas de sobrepreço e questionamentos sobre a execução do programa, além de linhas de investigação relacionadas a eventual desvio de recursos — hipóteses que ainda dependem de comprovação no decorrer do inquérito.
Prefeitura e Ministério Público também acompanham o caso
A Prefeitura de São Paulo tem sustentado que o programa segue funcionando e que o modelo de parceria com organização da sociedade civil ocorre sob regras do marco legal aplicável, com rotinas de prestação de contas e possibilidade de restituição de valores em caso de despesas não comprovadas.
O Ministério Público de São Paulo também acompanha o tema em frentes de apuração, incluindo inquérito na área de patrimônio público para analisar o termo de colaboração, seus aditamentos e repasses. Até o momento, não há decisão judicial de mérito divulgada que conclua a responsabilização dos citados.