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    Doria quer iniciar vacinação em São Paulo contra a Covid-19 em janeiro

    Governador do estado criticou plano nacional de imunização do governo federal, previsto para o mês de março

    Por Plox

    03/12/2020 19h14 - Atualizado há 10 meses

    São Paulo – O governador de São Paulo, João Doria, criticou, nesta quinta-feira (3/12), o fato de o plano nacional de imunização contra a Covid-19 do governo federal ter início em março do próximo ano, e defendeu a vacinação já em janeiro.

    Doria disse que a data causa “indignação”. “Indago se eles não enxergam que temos 500 brasileiros morrendo. Por que março, se poderia ser em janeiro?”, questionou.

    O governador afirmou que quer iniciar a imunização em São Paulo em janeiro, cumprindo os protocolos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “Não vamos aguardar março”, afirmou. A produção da vacina Coronavac está prevista para começar neste fim de semana.

    Na manhã desta quinta, chegaram a São Paulo cerca de 600 litros de matéria-prima para que o Instituto Butantan produza até 1 milhão de imunizantes contra a Covid-19. No dia 19 de novembro, o estado já havia recebido 120 mil doses prontas da Coronavac.

    "Em São Paulo, de forma responsável, seguindo a lei, no próximo mês de janeiro, cumprindo o protocolo com a Anvisa e obedecendo aos princípios de proteção à vida, nós vamos iniciar a imunização dos brasileiros de São Paulo. Não vamos aguardar março", disse Doria.

    Instituto Butantan
    Ao todo, serão 46 milhões de doses: 6 milhões já prontas para aplicação e 40 milhões em forma de matéria-prima, para produção, envase e rotulagem em fábrica própria do Instituto Butantan. A expectativa do governo é atingir esse volume total até 15 de janeiro.

    O imunizante se encontra na fase final de testes clínicos em humanos no Brasil e deverá ter os resultados de eficácia anunciados na primeira quinzena de dezembro.

    O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, também disse nesta quinta-feira (3) que a CoronaVac, vacina produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, deve estar disponível para ser aplicada na população em janeiro do próximo ano.

    "A vacina estará disponível e o registro na Anvisa, acredito eu, também estará disponível. Então, poderemos iniciar um programa em janeiro, acredito, de vacinação. E espero [que] com o apoio do Ministério [da Saúde], apesar de todas essas declarações que não citam nominalmente a vacina do Butantan. A nossa expectativa é a de que a vacina seja incorporada, inclusive atendendo ao que o próprio ministro fala, sem citar a vacina, de que a vacina que estiver disponível e registrada, será incorporada", afirmou.

    Na terça (1°), o governo federal divulgou a estratégia "preliminar" para a vacinação dos brasileiros. No calendário apresentado, a CoronaVac não é citada pelo Ministério da Saúde.

    Governador de SP acompanha chegada de lote da vacina CoronaVac — Foto: Reprodução/TV Globo

    A vacina está na fase final de testes e já tem previsão de distribuição no Brasil. O governo de São Paulo firmou acordo para a compra de 46 milhões de doses e para a transferência de tecnologia para o Instituto Butantan.

    Em outubro, o ministro da saúde, Eduardo Pazuello, chegou a anunciar em uma reunião virtual com mais de 23 governadores, a compra do imunizante, mas, menos de 24 horas depois, a aquisição foi desautorizada pelo presidente Jair Bolsonaro.

    "Nós estamos muito próximos de solicitar o registro. Nós não teremos a necessidade de solicitar esse registro emergencial, vamos solicitar já o registro da vacina. Estamos muito próximos de que isso aconteça. O registro e a vacina estando disponíveis, nós temos que iniciar a vacinação. É tudo o que nós queremos", defendeu Dimas Covas.
    Nesta quarta (2), a Anvisa disse que irá aceitar que empresas desenvolvedoras de vacinas contra a Covid-19 solicitem o "uso emergencial" no Brasil e divulgou os requisitos para o pedido.

    O "uso emergencial" é diferente do "registro sanitário", que é a aprovação completa para uso de um imunizante. O registro definitivo depende de mais dados e da conclusão de todas as etapas de teste da vacina.

    Ainda de acordo com o diretor do Instituto, o governo de São Paulo trabalha com planos alternativos para vacinar a população, caso a vacina não seja incorporada ao Programa Nacional de Imunização.

     

     

    Governador de SP acompanha chegada de lote da vacina CoronaVac 

    Fonte: metropoles.com/brasil/doria-quer-iniciar-vacinacao-em-sao-paulo-contra-a-covid-19-em-janeiro
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